quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Supernatural S01E05 Bloody Mary

Toledo, (Ohio)...

Em uma casa de madrugada, três garotas de mais ou menos 13 anos, estão sentadas ao redor de uma mesa no quarto, brincando de verdade ou desafio.

– Sua vez, verdade ou desafio? – pergunta uma delas para uma das amigas.

– Verdade. – a garota responde.

– Você quer ficar com o Benji? – pergunta a de rosa.

– Desafio. – diz a de verde envergonhada.

– Ta bom, medrosa. – diz a de rosa. – Você vai ter que... Dizer Bloody Mary no banheiro.

– É o melhor que pode fazer? – pergunta a de verde.

– Quem é Bloody Mary? – pergunta uma de azul.

– Ela era uma bruxa... – a de rosa explica.

– Eu ouvi que ela morreu em um acidente de carro. – interrompe a de verde.

– Não importa quem ela era... – diz a de rosa irritada. -... O importante é que se você disser o nome dela três vezes no espelho do banheiro... Ela aparece e arranca os seus olhos!

As outras duas meninas se assustam, mas começam a rir.

– Então porque alguém diria isso? – pergunta a de azul.

– Porque não é real. – responde a de verde se levantando, a de rosa lhe entrega uma vela.

– Nada de acender as luzes e lembre-se diga três vezes. – lembra a de rosa. A de verde sai do quarto e vai até o banheiro ali perto, mesmo sabendo que não é real, ela fica com medo. Entra no banheiro e fecha a porta, coloca a vela na pia para clarear o banheiro. A menina olha para o espelho.

– Bloody Mary... – ela diz uma vez. – Isso é tão idiota... Bloody Mary... Bloody Mary.

De repente socos são dados na porta, a menina de verde grita dentro do banheiro. As duas meninas lá foram dão gargalhadas.

– Vocês são tão bobas. – diz a de verde.

– Lilly, se importa de não fazer barulho? – pergunta o pai da de verde na escada.

– Desculpa pai. – a menina diz.

– Desculpa Sr. Shoemaker. – pedem as outras duas meninas. O homem vai até o banheiro para enxugar o rosto, quando passa pelo corredor, em um dos espelhos aparece o reflexo de uma menina, não se vê seu rosto, apenas uma sombra obscura. Após enxugar seu rosto o homem pega seu remédio e o toma. Em seguida se olha no espelho, olha curioso para seu reflexo e bota a mão no olho. Lá embaixo na sala, as três meninas continuam conversando.

– Eu sei que você gosta dele. – diz a de rosa para a de verde. Em seguida a irmã da de verde entra na sala.

– Ei, estão se divertindo? – pergunta ela.

– Já está tarde. – diz a de verde.

– Obrigado, pai. – debocha a moça. Em seguida a moça sobe as escadas na direção de seu quarto. No corredor ela para assustada, há sangue por todo o chão. Ela anda devagar na direção do banheiro, abre a porta bem devagar. Há mais sangue. Ela vê o que há dentro do banheiro e grita.

...

Sam está deitado em uma cama, sangue do teto cai em sua cabeça, ele abre os olhos, Jess está morta com a barriga aberta, uma grande quantidade de fogo vem em sua direção.

– Não! – grita Sam.

– Porque Sam? – pergunta a voz de Jess em sua cabeça.

– Acorde! Sam, acorde! – grita Jane o chacoalhando. Sam acorda assustado, foi um pesadelo, ele olha para os lados, o carro está parado na frente de um hospital, é de manhã.

– Outro pesadelo. – diz Dean.

– Eu acho que é porque eu não tenho dormido muito. – comenta Sam.

– Cedo ou tarde, teremos que conversar sobre isso. – diz Dean a ele.

– Nós chegamos? – pergunta Sam olhando pela janela do carro.

– É. Bem vindo a Toledo, Ohio. – responde Jane. Sam tira um jornal das mãos do irmão. A imagem de um homem está circulada.

– O que vocês acham que realmente aconteceu com esse cara? – pergunta Sam.

– Vamos descobrir. – diz Dean. Em seguida os três saem do carro. Eles entram no hospital e vão até o necrotério, entram na sala do responsável.

– Oi! – diz um homem sentado em uma mesa. – Posso ajudar?

– Sim, somos estudantes de medicina. – mente Dean. – O Dr. Fichlenbitch não te disse? Ele falou com você no telefone. Trabalha no estado de Ohio. Ele deveria nos mostrar o corpo de Shoemaker para um trabalho.

– Sinto muito, ele está em horário de almoço. – diz o o homem.

– Ele disse que... Bom, não importa. – diz Dean ao homem. – Você poderia nos mostrar o corpo.

– Sinto muito, não posso. – responde o homem. – O Dr. Volta em uma hora, esperem por ele see quiserem.

– Uma hora? – pergunta Dean ao homem com cara de deboche. – Temos que estar de volta à faculdade nessa hora. Esse trabalho vale metade da nossa nota. Então se não se importar em ajudar...

– Eu já disse. – interrompe o homem sentado. – Não posso.

Dean da um sorriso sarcástico e se vira.

– Eu vou arrebentar a cara dele... – sussurra ele aos outros. Sam bate no irmão e pega sua carteira do bolso da calça, de lá tira uma boa quantia em dinheiro, mostrando ao homem na mesa.

– Me sigam. – diz o ele se levantando e pegando o dinheiro com um sorriso.

– Cara, eu ganhei aquele dinheiro! – diz Dean à Sam puxando seu casaco.

– Em um jogo de pôquer. – diz Sam irritado.

– É. – responde Dean também irritado. Sam revira os olhos.

– Vamos. – diz Jane quando vê que eles não a seguem.


Dentro do necrotério...

– O jornal disse que a filha dele o encontrou. – diz Jane ao homem. – Ela disse que os olhos dele estavam sangrando.

– Mas claro, eles praticamente se liquefizeram. – responde o homem a ela enquanto tira o pano de cima do morto. Ele está completamente sem os olhos. Sam e Dean olham para o outro lado enojados.

– Há sinais de luta? Talvez alguém tenha feito isso com ele. – pergunta Dean.

– Não. Além das filhas e umas amigas, ele estava sozinho. – responde o homem.

– Qual é a causa oficial da morte? – pergunta Sam.

– O Doutor ainda não sabe. Ele acha que seja um derrame ou um aneurisma. – responde ele. – Algo referente a isso, com certeza.

– Como assim? – pergunta Jane.

– Hemorragia intensa. – responde o homem a ela. – Tem mais sangue no crânio dele que no corpo todo.

– E os olhos? O que causaria algo assim? – pergunta Sam.

– Vasos rompidos. Já vi muito sangue escorrer pelos olhos assim. – responde o homem.

– Você já viu globos oculares explodindo? – pergunta Dean a ele.

– Essa é a primeira vez. – o homem responde. – Mas, eu não sou o médico.

– Você acha que poderíamos olhar no relatório da polícia? – pergunta Dean. – Sabe, para o nosso trabalho?

– Eu não deveria mostrar aquilo a vocês. – diz o homem. Sam olha para os lados irritado e tira novamente a carteira do bolso, pega outra quantia em dinheiro e entrega ao homem. Depois de algum tempo, os três saem do hospital.

– Pode ser alguma criatura ou algum problema médico, mesmo. – comenta Sam enquanto descem a escada em direção a saída.

– Quantas vezes na nossa ‘’carreira’’ houveram problemas médicos? – pergunta Dean. – E nenhum sinal de estranhas mortes sobrenaturais?

– Quase nunca? – responde Sam.

– Exatamente. – concorda Dean.

– Vamos falar com a filha. – diz Jane aos dois. Eles concordam e os três se dirigem para a casa dos Shoemakers. Quando chegam, os três vêem uma grande movimentação dentro da casa.

– Parece que estamos no lugar certo. – diz Dean. Eles vão até o jardim, em seguida um homem os ajuda a encontrar as duas filhas do falecido. As duas estão sentadas em um banco no jardim, enquanto recebem o apoio de duas amigas da mais velha. Os três se aproximam delas.

– Você deve ser a Donna. – diz Dean à ela.

– Sim. – ela concorda.

– Oi... Sentimos muito. – diz Sam a ela.

– Obrigado. – agradece Donna.

– Eu sou Sam e esses são Dean e Jane. – Sam os apresenta para a moça. – Nós trabalhávamos com o seu pai.

– Mesmo? – pergunta Donna.

– É. Tudo isso, quer dizer, o derrame... – começa Dean.

– Acho que ela não quer falar sobre isso agora. – diz Victória, uma das amigas de Donna que está sentada ao seu lado.

– Está bem, eu estou bem. – diz Donna à ela.

– Ele tinha sintomas de que ia ter derrame? – pergunta Jane.

– Não. – responde ela.

– É porque não foi um derrame. – diz a irmã menor.

– Lilly, não diga isso. – diz Donna à ela.

– Como assim? – pergunta Sam.

– Eu sinto muito, ela só está triste. – explica Donna.

– Não! Aconteceu por minha causa. – se culpa Lilly.

– Querida, não foi sua culpa. – diz Donna acariciando seu rosto.

– Lilly... Porque diz isso? – pergunta Sam se aproximando da menina e agachando a seu lado.

– Pouco antes de ele morrer, eu disse... – começa Lilly.

– Disse o que? – pergunta Sam.

– Bloody Mary três vezes no espelho do banheiro. – diz ela. Sam olha para Dean e Jane. – Ela arrancou os olhos dele... É o que ela faz.

– Não foi assim que papai morreu. Não é sua culpa. – repete Donna.

– Eu acho que sua irmã está certa, Lilly. – diz Jane a ela. – Não pode ter sido a Bloody Mary. O seu pai não disse, disse?

– Não. – responde Lilly. Jane lhe da um sorriso carinhoso. Em seguida os três entram na casa novamente e sobem a escada para o andar de cima. Vão até o banheiro, lá dentro ainda há manchas de sangue.

– A lenda da Bloody Mary. – diz Sam. – Papai já achou algo que prova que é real?

– Não que eu saiba. – responde Dean.

– Além do mais, toda criança do país já brincou de Bloody Mary. – comenta Sam tocando no sangue ao chão. – E até onde eu sei ninguém morreu disso.

– Talvez nos outros lugares seja uma história, mas aqui aconteceu mesmo. – diz Dean olhando tudo.

– O lugar onde a lenda começou? – pergunta Sam. Dean puxa o espelho e põe na cara de Sam. – Mas, de acordo com a lenda a pessoa que diz...

Sam vê o espelho e o empurra, dando um olhar cortante para o irmão.

– A pessoa que diz ‘’você sabe o que’’ morre, mas aqui... – continua Sam.

– Ela deveria ter matado a garota. – interrompe Jane.

– Isso. – concorda Sam.

– Nunca ouvi nada assim antes. – comenta Dean. – Mas o homem morreu bem em frente ao espelho. A filha estava certa, de acordo com a lenda, ‘’ você sabe quem’’, arranca seus olhos.

– Assim como o pai delas. – diz Jane. De repente os três ouvem passos no corredor, alguém se aproxima, eles encostam na porta do banheiro.

– O que estão fazendo aqui em cima? – pergunta Victória.

– Nós tínhamos que usar o banheiro. – mente Dean. Jane revira os olhos.

– Você é burro? – sussurra ela à ele.

– Como eu disse, trabalhávamos com o pai da Donna. – diz Sam.

– Ele era autônomo, trabalhava por conta própria. – diz a garota.

– Eu sei... Quer dizer... – Dean tenta explicar.

– E todas aquelas perguntas estranhas lá embaixo? O que foi aquilo? – continua Victória nervosa. – Me contem o que está acontecendo ou eu grito.

– Tudo bem. – diz Jane.– Achamos que algo estranho aconteceu com o pai de Donna.

– É, derrame. – diz Victória.

– Isso não parece um derrame comum. – continua Jane. – Achamos que pode ser outra coisa.

– Tipo o que? – pergunta Victória.

– Sinceramente, a gente ainda não sabe. – responde Sam. – Mas, não queremos que aconteça com mais ninguém. Essa é a verdade.

– Então se quiser gritar, vá em frente. – diz Jane a ela. A moça continua os olhando desconfiada.

– O que vocês são? Tiras? – pergunta ela aos três.

– Algo do tipo. – responde Dean.

– Aqui, se pensar em alguma coisa. – diz Sam entregando o número de seu celular e o de Dean. – Se você ou os suas amigas notarem algo fora do comum, liguem.

Victória pega o papel. Em seguida os três se retiram da casa e se dirigem à Biblioteca Municipal.

– Se dizer Bloody Mary está matando pessoas da cidade, precisa haver alguma prova. – diz Jane.

– Como uma mulher que morreu de forma indesejada. – completa Dean.

– É, mas a lenda é complicada. – diz Sam a eles. – Quer dizer... Existem mais de 50 versões de quem ela realmente é. Algumas dizem que ela é uma bruxa, outras que ela é uma noiva atropelada. E muitas outras.

– Vamos ter que procurar pelo o que? – pergunta Dean olhando toda a biblioteca.

– Todas as histórias têm algo em comum. Uma mulher chamada Mary que morreu em frente ao espelho. – diz Sam. – Vamos ter que olhar nos jornais antigos até achar. Ver se encontramos uma Mary que se enquadre nesse padrão.

– Parece chato. – comenta Dean.

– Não, não vai ser tão ruim. – diz Jane. – É só a gente...

Jane olha para os computadores da biblioteca, mas papéis em frente às telas diz que não estão funcionando.

– Ta ,vai ser chato... Muito chato. – concorda ela.

...

Em um carro, Victória fala ao celular.

– Não sei se eles eram tiras, detetives ou algo assim. – diz ela para a amiga do outro lado da linha.

– Quem quer que sejam, aqueles dois são uma graça. – diz a amiga.

– Jill... – diz a garota do carro reprovando a amiga.

– Vai dizer que você não achou, Vic? – pergunta Jill.

– Ta, eram bonitinhos, mas... – admite Victória. -... Ainda assim, acha que aconteceu algo ao pai da Donna?

– Talvez Lilly esteja certa. – brinca Jill. – Talvez a Bloody Mary pegou ele.

– Muito engraçado. – diz Victória.

– Me desculpe, mas foi medo que eu senti na sua voz agora? – pergunta Jill debochando dela.

– Não... – exita Victória.

– Vic, estou andando até o espelho. – diz Jill indo até o banheiro de sua casa.

– Jill, para com isso. – pede Vic não achando graça. A amiga fica bem em frente ao espelho.

– Ah não. Não posso me segurar. – diz Jill. – Eu vou dizer... Bloody Mary... Bloody Mary... Bloody Mary.

– Jill para com isso. – pede Victória assustada, Jill não responde. De repente ela ouve um grito do outro lado da linha. – Jill!

– Você é tão boba. Falo com você amanhã. – responde Jill rindo e em seguida desliga o telefone. Victória respira fundo. Em sua casa Jill vai até o armário pegar seu pijama quando o espelho que tem nele reflete uma garota inteiramente de preto. Ao se trocar, Jill vai até a sua penteadeira retirar seus brincos. No espelho do móvel há o reflexo da menina de preto atrás de Jill que não consegue vê-la.

Jill volta para o banheiro para escovar os dentes, mas o espelho a sua frente com a sua imagem continua olhando-a, não faz os mesmos movimentos. Jill se assusta, sua respiração começa a ficar afobada. Um de seus olhos começa a sangrar, ela põe a mão no olho e toca no sangue, se apavorando.

– Você matou... Você matou aquele garoto. – diz a imagem de Jill no espelho. A verdadeira começa a se contorcer e cai no chão, sua imagem no espelho continua a olhando com ódio nos olhos.

...

Em um motel... Sam acorda com o mesmo pesadelo de antes... Os outros o olham preocupados.

– Porque me deixaram dormir? – Sam pergunta olhando para o teto.

– Porque nos importamos com você. – responde Dean. – Sonhou com o que?

– Pirulitos e balinhas... – debocha Sam.

– Que meigo. – responde Dean bravo.

– Acharam alguma coisa? – pergunta Sam à eles.

– Além de um pouco de frustração, não. – responde Jane. – Procuramos em tudo. Duas mulheres. Uma Lauren e uma Catherine cometeram suicídio em frente ao espelho. E um espelho gigante caiu em cima de um cara chamado Dave. Mas nada de Mary.

– Talvez ainda não tenhamos encontrado. – diz Sam.

– Também andamos procurando por mortes estranhas na área. – diz Dean ao irmão. – Sangramento nos olhos, esse tipo de coisa. Não tem nada. O que aconteceu talvez não seja a Bloody Mary.

De repente o celular de Sam começa a tocar

– Alô? – ele atende, em seguida ele dá um olhar sério para Jane e Dean. Depois de um tempo ele desliga. – Temos que ir.

...

No parque... Victória chora em um banco.

– Eles a encontraram no chão do banheiro. – ela começa a relatar. – E os... Os olhos dela... Eles tinham sumido.

– Sinto muito. – diz Sam.

– Ela disse... Ela disse Bloody Mary três vezes no espelho do banheiro. – diz Victória. – Eu a ouvi dizer. Mas não pode ser por causa disso. É loucura, não é?

Os três se olham.

– Olha... Nós achamos que tem algo acontecendo aqui. – diz Sam a ela. – Algo que não pode ser explicado.

– Nós podemos impedir, mas precisamos da sua ajuda. – continua Jane. Um tempo depois os quatro saem dali e vão até a casa de Jill. Victória vai até o quarto de sua amiga falecida tranca a porta e abre a janela para que os três possam entrar.

– O que você disse para a mãe da Jill? – pergunta Sam à garota.

– Que eu precisava ficar um tempo com as coisas dela. – responde Victória enquanto Jane fecha a janela. Dean e Sam tentam achar algo dentro de uma de suas mochilas. – Odeio mentir para ela.

– Acredite, isso é para um bem maior. Apague as luzes. – diz Dean à ela.

A garota as apaga.

– O que estão procurando? – ela pergunta à eles.

– Te contaremos quando soubermos também. – responde Dean. Em seguida Sam pega uma câmera de vídeo. Este põe no modo de visão noturna e começa a filmar na direção do irmão.

– Ei, eu pareço com a Paris Hilton? – pergunta Dean virando de costas e fazendo biquinho.

– Fala sério. – diz Jane com um sorriso sarcástico.

. Em seguida Sam vai até o espelho do armário de Jill e começa a filmá-lo.

– Eu não entendo. A primeira vítima não convocou Mary, mas Jill sim. – comenta Dean. – Como ela os escolhe?

– Sei lá. – responde Sam. Dean pega seu aparelho de freqüência eletromagnética e começa andar pelo quarto a procura de algo. – Por que Jill disse Bloody Mary na frente do espelho?

– Ela só estava brincando. – explica Victória.

– Se alguém disser de novo é só questão de tempo. – diz Sam. Este volta a filmar os outros espelhos, em baixo de um deles ele encontra sangue que só é visto com a luz da câmera. – Dean, tem luz negra no porta-malas?

Dean confirma com a cabeça e sai pela janela para buscá-la. Quando volta, Sam está colocando o espelho do banheiro na cama. Ele começa a rasgar o forro que tem atrás e passa a luz negra por ele. Há marcas de mão e um nome.

– Cary Bryman? – diz Victória lendo o nome.

– Você sabe quem é? – pergunta Jane à ela.

– Não. – Vic responde. Um tempo se passa e então eles vão embora, enquanto Sam vai buscar informações sobre o tal Cary Bryman, os outros três sentam em um banco do parque.

– Bom... Cary Bryman era um garotinho de oito anos. – explica Sam se aproximando deles. – Há dois anos, ele morreu atropelado. O carro foi descrito como um Toyota preto. Ninguém anotou a placa ou viu o motorista.

– Meu Deus! – diz Victória espantada.

– O que foi? – pergunta Sam.

– Jill dirigia aquele carro. – responde Vic.

– É isso. – diz Jane entendendo.

– Precisamos voltar à casa de Donna. – diz Dean. É o que eles fazem em seguida. Sam pega o espelho da parede do banheiro em que o pai de Donna morreu. Põe a luz negra no forro onde está escrito o nome de Linda Shoemaker. Eles vão até Donna e perguntam sobre ela.

– Porque estão me perguntando isso? – pergunta ela

– Olha, sentimos muito, mas é importante. – responde Jane.

– Linda era minha mãe. Ela teve overdose com pílulas para dormir. Foi um acidente, só isso. – explica Donna. – Eu acho que deveriam ir embora.

– Donna... – começa Dean.

– Saiam da minha casa! – grita Donna e sai correndo em direção ao seu quarto.

– Meu Deus. Vocês acham mesmo que o pai dela pode ter matado a esposa? – pergunta Victória à eles.

– Talvez. – Jane responde.

– Eu acho que eu deveria ficar por aqui. – diz Victória. Os três concordam com a cabeça.

– Mas o que quer que faça, não... – começa Dean.

– Acredite em mim, eu não vou dizer nada. – diz Vic o interrompendo.

À noite no motel, Dean pesquisa no laptop do irmão.

– Espera, você está pesquisando no país? – pergunta Sam à ele.

– Estou. – responde Dean. – NCIC, base de dados do FBI. Até a gora, nenhuma Mary se encaixa nos padrões.

– Mas, se ela está assombrando a cidade, ela deve ter morrido aqui. – diz Jane.

– Bom, eu procurei e não tem nada nos arquivos da cidade. – comenta Dean. – A menos que tenha uma ideia melhor.

– Se Mary escolhe suas vítimas, parece que tem um padrão. – continua ela.

– Eu pensei a mesma coisa. – diz Sam.

– O Sr. Shoemaker e a Jill... Ambos tinham segredos sobre mortes de pessoas. – diz Jane.

– É tudo focado nos espelhos que revelam suas mentiras, seus segredos. – completa Sam. – Uma imagem verdadeira da sua alma, por isso da azar quebrá-lo.

– Talvez haja um segredo em que Mary viu alguém morrer e se puniu por isso. – diz Dean.

– Arrancando os próprios olhos? – pergunta Jane.

– Dêem uma olhada nisso. – diz Dean olhando algo no laptop. Os dois se aproximam dele. Na tela há imagens de espelhos com marcas de mãos ensanguentadas.

– Parece que as mãos são iguais. – diz Sam.

– O nome dela era Mary Worthington. Uma garota morta em Fort Wayne, Indiana. – diz Dean lendo a pesquisa.

– É pra lá que temos que ir. – diz Jane.

Os três vão em direção à Fort Wayne, Indiana. Em seguida vão falar com um detetive aposentado.

– Eu trabalhei por 35 anos como detetive, na maior parte do tempo. – explica o homem. – Eu vi vários tipos de morte, mas a de Mary Worthington... Essa ainda me preocupa.

– O que aconteceu exatamente? – pergunta Jane à ele.

– Vocês são repórteres? – pergunta o detetive.

– Sabemos que Mary tinha 19 anos. – diz Sam sem lhe dar ouvidos. – Vivia sozinha. Sabemos que ela ganhou alguns concursos de beleza.

– Queria sair de Indiana e ser atriz. – continua Jane.

– E sabemos que na noite de 29 de março alguém entrou no apartamento dela e a matou. – diz Dean. - Arrancou os olhos dela com uma faca.

– Isso mesmo. – confirma o detetive.

– Quando perguntamos o que aconteceu, queremos saber o que você acha que aconteceu. – diz Dean ao homem.

– Tecnicamente eu não deveria ter uma cópia disso. – diz o detetive pegando algo em uma caixa.

– Bom, vêem aquelas letras? Tre? – pergunta o homem apontando três letras escritas em um espelho da foto em sua mão.

– Sim. – dizem os três juntos.

– Acho que Mary queria dizer o nome do assassino. – explica ele.

– Você sabe quem foi? – pergunta Sam.

– Não tenho certeza. – responde o homem. – Tinha um cara... Trevor Sampsom. Eu acho que é ele o assassino.

– Por quê? – pergunta Sam.

– Ele e Mary tinham um caso. – responde o homem. – Ela o chamava pela inicial T. Bom, ela ia contar para a esposa dele sobre o relacionamento dos dois.

– Mas como você sabe que esse cara a matou? – pergunta Dean.

– Difícil de dizer. – responde o homem. – Mas o modo como os olhos foram arrancados. Foi quase profissional.

– Mas você nunca pôde provar. – diz Jane.

– Não. Sem impressões digitais, sem testemunhas. Ele foi cuidadoso. – confirma o homem.

– Ele continua vivo? – pergunta Dean.

– Não. – responde o homem se sentando em uma cadeira. – Se me perguntassem o que teria dito antes de morrer, ela teria exposto o segredo desse cara. Mas ela nunca conseguiu.

– Onde ela foi enterrada? – pergunta Sam.

– Ela não foi enterrada. – responde o homem. – Foi cremada.

– E quanto àquele espelho? – pergunta Jane.

– Foi devolvido à família de Mary há muito tempo. – responde o homem.

– Você tem o nome da família por acaso? – pergunta Sam.

...

Em uma faculdade... Donna e Vic entram no banheiro.

– Você manda gente assim na minha casa para me perguntarem coisas daquele tipo? – pergunta Donna irritada.

– Eles só querem ajudar. Donna, por favor, você tem que acreditar em mim. – responde Victória a ela.

– No que? Na Bloody Mary? – pergunta Donna e em seguida passa um batom em seus lábios, virada para o espelho.

– Por favor, eu sei que parece loucura. – diz Victória.

– Isso está muito longe de ser loucura. – diz Donna. – Tudo bem a minha irmã acreditar nisso. Ela tem apenas 12 anos. Mas você?

– O jeito que o seu pai morreu. O jeito que a Jill morreu. – diz Vic.

– Tá. Então... – Donna vira para o espelho. – Bloody Mary...

– Não! – diz Vic olhando assustada para Donna.

– Bloody Mary. – continua Donna. – Bloody Mary… Viu não aconteceu nada.

– Porque você fez isso? – pergunta Vic.

– Meu Deus, tem mesmo alguma coisa errada com você. – diz Donna rindo da cara da amiga. Em seguida ela sai do banheiro. Enquanto Victória anda por um dos corredores da faculdade, nas janelas que a rodeiam o reflexo da menina de preto a segue.

...

– Elementos que perdem elétrons viram cátions. – explica o professor na sala de aula. – O que os torna menor que outros átomos do mesmo elemento.

Vic pega um espelho de bolsa e se olha. De repente vê que há uma menina toda de preto atrás de si, ela se vira e berra no meio da classe de aula, todos a olham assustados. Victória começa a correr pela sala, mas vê a menina por todos os lugares. Pega um dos bancos e taca em uma das janelas de vidro.

– Victória! – grita o professor, ele vai até ela e a segura. – O que aconteceu? Se acalme!

Pelo reflexo dos óculos do professor, Vic vê a garota novamente atrás de si e começa a berrar de novo.

– Me deixe em paz! – grita ela e sai correndo da sala.

– Victória! – grita o professor de novo.

...

– Sério? Que pena Sr. Worthington. – diz Sam no celular. – Eu pagaria muito por aquele espelho. Certo, talvez da próxima vez. Obrigado.

– E então? – pergunta Dean dirigindo.

– Era o irmão da Mary. O espelho estava na família há anos. Mas ele vendeu há uma semana. – responde Sam. – Para uma loja de antiguidades. A loja fica em Toledo.

– Então Mary vai para onde o espelho vai? – pergunta Dean.

– O espírito está ligado ao espelho de alguma forma. – comenta Jane.

– Não há superstições que dizem que espelhos podem capturar espíritos? – pergunta Dean.

– Sim. – responde Sam. – Quando uma pessoa morre em uma casa, a família cobre os espelhos para a pessoa não ficar presa.

– Então Mary morre em frente ao espelho e é sugada por ele? – pergunta Dean.

– É, mas como ela consegue se mover por centenas de espelhos diferentes? – pergunta Sam.

– Eu não sei, mas se o espelho é a fonte, eu digo que devemos quebrá-lo. – diz Dean.

De repente Jane vê imagens, Victória, Blood Mary e olhos arrancados.

– Victória. – diz Jane.

– O que? – perguntam Sam e Dean a olhando.

– Ela está em perigo. – diz Jane. De repente o celular de Sam toca.

– Alô? – atende Sam. – Victória? Calma... O que foi?

...

Um tempo depois eles se encontram com Victória em sua casa, ela conta o que aconteceu, em seguida, Jane, Dean e Sam pegam todos os espelhos e o cobrem, A garota está apavorada e esconde o rosto no seu joelho em cima da cama.

– Ei, está tudo bem. – diz Jane a ela se sentando ao seu lado. – Pode abrir os olhos, está tudo bem.

Victória os abre e olha para Jane.

– Certo, agora escute. – continua esta. – Você vai ficar aqui, nesta cama, e não vai olhar em nenhum espelho, vidro ou nada que tenha reflexo. Se você fizer isso, ela não pode te pegar.

– Mas, eu não posso ficar assim para sempre. – diz a garota à Jane. – Eu vou morrer, não vou?

– Não. Claro que não. – responde Jane a ela. – Não tão cedo.

– Certo, Vic. Precisamos saber de novo o que aconteceu. – pede Dean.

– Nós estávamos no banheiro e Donna disse Bloody Mary três vezes na frente do espelho. – explica ela.

– Então... Do que estavam falando? – pergunta Dean. Vic o olha. - Aconteceu algo, não é? Na sua vida... Um segredo. Alguém se machucou. Você pode nos contar.

– Eu tinha um namorado. Eu o amava. – começa Victória. – Mas, ele meio que me assustava, sabe? E uma vez em casa nós brigamos. Nós terminamos, ele ficou aborrecido e disse que precisava de mim e que me amava... Que se eu saísse por aquela porta, ele se matava. E sabe o que eu disse?... Vá em frente, e saí. Como eu pude dizer aquilo? Como pude deixar ele daquele jeito? Eu apenas... Não acreditei nele. Eu devia ter acreditado.

Victória começa a chorar... Um tempo depois, os três saem da casa e pegam a estrada novamente.

– Se o namorado se suicidou, não é culpa da Vic. – diz Dean.

– Você sabe que espíritos não ligam para isso. – diz Sam a ele. – Vic tem um segredo em que alguém morreu. É o suficiente para a Mary.

– Sabe... Eu estava pensando. – diz Jane . – Talvez quebrar aquele espelho não seja o suficiente.

Os dois a olham.

– Por quê? O que quer dizer? – pergunta Dean à ela.

– Mary fica indo e vindo de espelhos. Quem disse que ela vai ficar naquele espelho para sempre? – continua Jane. – Então, talvez devemos tentar colocá-la lá. Primeiro chamá-la no espelho dela e então quebrá-lo.

– Como você sabe que vai funcionar? – pergunta Dean.

– Eu só sei. – diz Jane.

– Quem vai chamá-la? – pergunta Dean.

– Eu vou. – Jane responde.

– Nem pensar. Eu vou. – diz Sam à ela. – Ela virá atrás de mim com certeza.

– Quer saber? Já chega. – diz Dean parando o carro no acostamento da estrada. – É sobre a Jessica, não é? Você acha que tem um segredo? Que a matou de alguma forma? Isso tem que parar, cara. Quer dizer... Os pesadelos e dizer o nome dela no meio da noite. Vai te matar. Agora me escute... Não foi sua culpa!

Sam apenas o olha.

– Se quer culpar alguém, culpe a coisa que a matou. – continua Dean. – Me culpe. Fui eu que te tirei de lá.

– Eu não culpo você. – diz Sam ao irmão.

– Então não devia se culpar. – diz Dean à ele. – Porque não havia nada que você pudesse fazer.

– Poderia tê-la avisado. – diz Sam.

– Sobre o que? – pergunta Dean irritado. – Você não sabia que ia acontecer. E além do mais, não é um segredo. Eu sei tudo sobre isso, a Jane também. Não funcionaria com a Mary.

– Não, vocês não sabem. – responde Sam.

– Sobre o que? – pergunta Dean.

– Vocês não sabem tudo sobre isso. – explica Sam. – Eu não contei tudo para ela.

– Do que você está falando? – pergunta Dean.

– Não seria um segredo se eu te contasse, seria? – diz Sam.

– Não. – responde Dean. – Eu não gostei da ideia. Você não vai. Esqueça.

– Dean, a Victória está pra morrer. – diz Sam. – A menos que façamos algo a respeito... E quem sabe quantas pessoas vão morrer depois disso? Eu vou sim. Você tem que me deixar fazer isso.

Dean não responde nada, apenas recomeça a dirigir. Um tempo depois os três entram na Loja de antiguidades onde se encontra o espelho.

– Uau, que ótimo. – diz Dean olhando a loja gigante com uma lanterna. Sam pega a lanterna e começa a olhar por tudo. Dean pega uma foto em seu bolso e a põe na luz da lanterna. Os três vêem o espelho que era de Mary, é grande e cheio de detalhes.

– Vamos começar a procurar. – diz Dean. Eles procuram por vários minutos, o lugar está muito escuro. Não se encherga quase nada.

– Talvez o vendedor já tenha vendido. – diz Dean depois de um tempo. Jane para em frente a um espelho.

– Eu acho que não. – diz ela. Dean e Sam se aproximam e vêem o espelho da foto.

– É esse. – confirma Dean olhando a foto novamente. – Tem certeza que quer fazer isso?

Sam entrega a sua lanterna à Dean que a pega, se aproxima bem do espelho e respira fundo.

– Bloody Mary... Bloody Mary... – diz Sam. – Bloody Mar...

Jane empurra Sam que se desiqueilibra e quase cai. Ela se vira para o espelho.

– Bloody Mary, Bloody Mary... Bloody Mary. – ela diz. Sam olha sem entender para ela.

– Porque fez isso? – pergunta ele.

– Eu não sei. – ela responde.

– Eu vou ver o que é. Vocês fiquem aqui e tenham cuidado. Sam, fique de olho na Jane. – diz Dean a eles e em seguida vai em direção à luz. – Quebrem qualquer coisa que se mexer.

Jane fica olhando diretamente para o espelho com um metal comprido na mão. Dean se aproxima cada vez mais da luz. É só o reflexo dos carros lá fora. Jane começa a ficar apreensiva.

– Não vai funcionar. – diz Sam à ela. – Você não tem nenhum segredo com morte, tem?

De repente eles ouvem um barulho, os dois olham para os lados. No espelho de Mary, seu reflexo é visto, atrás de Jane. Dean sai da loja, há policiais lá fora.

– Parado! – diz um dos policiais à ele.

– Ei, alarme falso. – diz Dean à eles. – Falha no sistema.

– Quem é você? – pergunta um dos policiais.

– Eu sou o dono daqui. – mente Dean.

– Você é o Sr. Hurshilski? – pergunta o policial. Dean afirma com a cabeça.

Dentro da loja, Jane e Sam olham para os lados, atentos. De repente Jane vê Mary em um dos espelhos e o quebra. Mary aparece em vários outros espelhos e Jane os quebra.

– Vamos... – Jane pede. – Venha nesse aqui.

O reflexo de Jane no espelho de Mary não faz os mesmo movimentos que ela. A imagem de Jane no espelho da um sorriso maligno para a verdadeira.

De repente no espelho, os olhos de Jane começam a sangrar. Ela passa a mão no olho e vê o sangue que está realmente jorrando. Começa a gemer de dor, solta a barra de ferro e cai de joelhos no chão.

– Jane! – grita Sam e vai até ela, a segurando. Os olhos de Jane sangram muito.

– É sua culpa. – diz a Jane do espelho. – Você a matou. Você a matou e sabe disso!

...

– Como eu disse, eu fui adotado. – mente Dean para o policial. – Sabe, eu não tenho tempo para isso agora.Em seguida, este da um soco na cara do policial e ele cai, desacordado.

– Você nunca contou a eles. – diz a imagem de Jane para a verdadeira Jane. – Não tem coragem. Eu sinto pena de você... De quem você é.

Jane começa a se contorcer de dor e a berrar. Sam a olha, assustado.

– Você sabia que ia acontecer, não sabia? – pergunta o reflexo. – Como pôde não ajudar?!

– Chega. – diz Sam, se levanta, pega o ferro derrubado no chão e quebra o espelho.

– Jane! Você está bem? – pergunta Dean correndo até ela.

– Estou... Eu acho. – ela responde.

– Vamos sair daqui... Vamos. – diz Dean a ajudando a se levantar. De repente, Mary sai de seu espelho. Os três param e se viram lentamente Mary se aproxima cada vez mais, com isso os três começam a se contorcer de dor. Jane estica seu braço para alcançar um espelho que não está quebrado, mas está longe.

– Vamos... Por favor. – diz ela se esforçando mais. De repente o espelho vem até ela. Em seguida Jane põe o espelho na frente de Mary que fica paralisada se olhando.

– Você os matou. Todas aquelas pessoas... Você os matou. – diz a imagem de Mary no espelho. De repente seu olho começa a sangrar e Mary se contorce de dor, ela cai no chão e derrete como cera. O chão a engole. Em seguida Jane joga o espelho que estava segurando e ele se quebra.

– Você está bem mesmo? – pergunta Sam a ela.

– Sim... E vocês? – pergunta ela.

– Sim. – respondem os irmãos juntos.

– Isso deve ser uns 100 anos de azar. – brinca Dean.

...

No dia seguinte... Os três deixam Victória em sua casa.

– Então... Acabou mesmo? – pergunta ela.

– É, acabou. – responde Jane.

– Obrigada. – ela diz dando um sorriso para os três. Eles retribuem o sorriso. Em seguida a garota sai do carro e vai em direção a porta de casa.

– Vic... – diz Jane a ela. – Sobre o seu namorado... Você deveria tentar se perdoar por isso. Não importa o que você fez. Você precisa parar de se culpar. Algumas vezes coisas ruins acontecem.

Vic dá um sorriso para Jane que lhe da outro. em seguida a garota entra em casa.

– Bom conselho. – diz Dean à ela, mas olhando para o irmão. – É isso serviu pra você também.

Sam revira os olhos.

Em seguida Dean recomeça a dirigir e eles partem.

– Sam... – diz Dean.

– Que foi? – pergunta o irmão.

– Agora que tudo isso acabou, eu quero que me diga aquele segredo que você disse que tem. – pede Dean.

– Olha... Você é meu irmão. – diz Sam. – E eu morreria por você. Mas há coisas que eu tenho que guardar para mim mesmo.

Dean o olha com uma expressão de desconfiança, mas se vira novamente para frente. De repente Jane se vira para a janela e lá fora em uma esquina vê Jéssica a olhando com um sorriso. Jane se vira novamente para frente e eles saem da cidade.

Fim do episódio Supernatural S01E05 Bloody Mary

Supernatural S01E04 O Fantasma Viajante

Em um aeroporto... Um homem está inquieto, nervoso porque vai viajar de avião, se levanta e vai até o banheiro, lava o rosto em uma das torneiras, outro homem de blusa azul entra, pega papel e olha o homem que está lavando o rosto.

– Medo de voar? – pergunta ele.

– Muito óbvio, não é? – responde o outro.

– Quais são as chances de se morrer em um acidente? Uma em vinte mil. – diz o de azul. O outro o olha com preocupação.

– Uau. É uma probabilidade muito pequena, obrigado. – diz e lava o rosto novamente. O homem de azul sai. De repente uma areia preta sai do ar condicionado e sobrevoa pelo banheiro, o homem levanta a cabeça e vê a areia, se assusta e olha paralisado. A areia entre em seus olhos.

No avião...

– Obrigado. Amanda, como está indo hoje? – diz um comandante para outro e em seguida fala com a aeromoça.

– Eu estou indo bem, Chuck. – ela responde e em seguida recebe as pessoas que entram no avião. – Bem-vindo. Assento 15C, em direção ao final do avião à direita.

O passageiro agradece e se dirige para seu lugar no avião. O homem de antes que estava no banheiro entra no avião. Amanda o recebe.

– Tenha um bom vôo, senhor. – ela diz. Ele se vira para Amanda, seus olhos estão inteiramente pretos.

– Oh, estou contando com isso. – ele responde a ela. Amanda se assusta, mas pensa ter visto errado e se vira para receber os outros passageiros. Depois que todos entram, o avião decola. Um tempo se passa.

– Com licença. – diz o homem misterioso de antes a uma mulher sentada ao seu lado. – Sabe a quanto tempo estamos voando?

– A uns 40 minutos. – ela responde.

– Uau. O tempo voa mesmo. – ele diz. – Com licença, preciso esticar as pernas.

O homem se levanta e vai até o final do corredor ao lado da saída de emergência. Um garoto que está sentado atrás dele o olha desconfiado. O homem põe a mão na maçaneta de abrir a porta.

– Ei, o que diabos está fazendo?! – o garoto berra. O homem olha para o garoto com os olhos inteiramente pretos. O garoto se assusta, em seguida o homem abre a porta de emergência e é jogado para fora do avião pelo vento forte. Uma das asas traseiras do avião se parte, com isso o avião começa a cair, todos se apavoram e começam a gritar. Máscaras de oxigênio caem para que os passageiros as usem. O avião cai cada vez mais rápido.

...

Em um motel... Dean dorme em uma das camas, em seguida entram duas pessoas no quarto. Dean abre os olhos, põe a mão de baixo do travesseiro, onde guarda uma faca por precaução, as duas sombras se aproximam do quarto, Dean se vira com tudo para os dois desconhecidos.

– Hora de acordar, Bela Adormecida. – diz Sam ao irmão. Jane deixa três copos de café em cima da mesa de canto.

– Que horas são? – Dean pergunta a eles.

– Umas 05h45min. – responde Jane.

– Da manhã?! – Dean pergunta jogando a cabeça novamente no travesseiro.

– É. – responde Jane.

– Que Ótimo! – diz Dean irritado e com sono, enquanto se levanta. Olha para os dois. – Vocês não dormiram ontem à noite?

– Por algumas horas. – responde Sam.

– Mentiroso. – diz Dean ao irmão. – Eu acordei lá para umas três horas... – começa Dean. -... E vocês estavam assistindo ao comercial do George Forman Grill.

– O que posso dizer? É bem interessante. – diz Sam com um sorriso.

– Bom, eu queria dormir, mas não conseguia. – Diz Jane olhando brava para Sam se referindo ao barulho da televisão.

– Quando foi a última vez que você dormiu direito? – pergunta Dean ao irmão.

– Eu não sei. A algum tempo, não é nada de mais. – responde ele.

– É sim. – retruca Dean.

– Eu entendo que esteja preocupado, mas... – começa Sam.

– Eu só estou preocupado com você. – interrompe Dean. – O meu trabalho é nos manter vivos, e para isso precisamos dormir.

Sam concorda com a cabeça.

– Sério, você está tendo pesadelos sobre a Jessica? – continua Dean. Jane olha para Sam. Este olha para os lados e senta na cama ao lado do irmão. Jane se senta em uma cadeira perto dos dois.

– É. – responde Sam a ele. – Mas, não só sobre a Jessica, sobre tudo. Eu tinha esquecido que esse trabalho iludi a gente.

– É só matar o que tiver de ruim e voltar para casa. – diz Dean a ele.

– Não é tçao simples assim. – diz Jane ao mais velho.

– Então, tudo isso, nunca te deixou acordado à noite? – pergunta Sam. Dean responde negativamente com a cabeça enquanto bebe o café.

– Nunca? Você nunca teve medo? – pergunta Jane também.

– Não, na verdade não. – responde Dean. Jane e Sam dão um riso sarcástico. Jane tira a faca de baixo do travesseiro de Dean. Este revira os olhos.

– Isso não é ter medo. – reclama ele tirando a faca da mão de Jane. – É precaução.

– Tanto faz. – responde Sam. – Esquece.

O celular de Dean toca, ele olha para quem está ligando na tela do celular e olha para Sam com uma cara estranha.

– Alô? – pergunta Dean.

– Dean? Aqui quem fala é Jerry Panowski. Você e seu pai me ajudaram há alguns anos. – diz o homem na outra linha. Dean pensa por alguns segundos.

– Ah! Na Pensilvânia. O problema com um poltergeist. – lembra Dean. – Ele não voltou, certo?

– Não, não. Graças a Deus, não. – responde o homem. – Mas é outra coisa, e eu acho que pode ser pior.

– O que? – pergunta Dean ao homem com uma expressão séria. Jane e Sam mudam de expressão também.

– Podemos conversar pessoalmente? – pergunta o homem a Dean. Este desliga o celular em seguida.

– Temos que ir. – diz ele. Os três pegam suas coisas e deixam o motel.

...

Depois de um tempo eles se encontram com Jerry em uma construtora de aviões, enquanto andam começam a conversar.

– Obrigado por fazerem a viagem tão rápido. – agradece Jerry e se vira para Sam. – Ainda bem que estavam por perto. Dean e seu pai me ajudaram muito.

– É, ele me disse. Foi um poltergeist? – pergunta Sam a Jerry.

– Poltergeist? Eu adoro esse filme! – brinca um rapaz que passa andando na frente deles.

– Ninguém está falando com você, continue andando. – diz Jerry ao rapaz, em seguida se vira para Sam novamente. – Sim, era um poltergeist. Praticamente dividiu nossa casa ao meio. Eu digo uma coisa, se não fosse por Dean e John, eu provavelmente não estaria vivo.

Jerry da um sorriso para Dean.

– Seu pai disse que você desistiu da faculdade, é verdade? – pergunta Jerry à Sam.

– É, eu estou dando um tempo. – responde Sam a ele.

– Ele tem muito orgulho de você. – diz Jerry. Jane olha seriamente pata Jerry. – Fala de você o tempo todo.

– Ele falava? – pergunta Sam.

– Pode apostar que sim. – responde Jerry. – A propósito, eu tentei falar com ele, mas não consegui. Como ele está indo?

– Ele... – começa Dean. – O trabalho está tomando conta dele.

– Bom, a gente perde o velho e ganha o Sam. Troca perfeita uh? – comenta Jerry sorrindo.

– Não, eu não sou tão bom. – responde Sam.

– Bom, e quem é essa linda jovem? – pergunta Jerry se referindo olhando para Jane.

– Jane, prazer. – ela se apresenta apertando a mão do homem. Este lhe da um grande sorriso.

– O meu é Jerry e o prazer é todo meu. Mas, como vocês se conhecem? – continua Jerry.

– No meio de uma caçada... Totalmente por acaso. – Jane explica.

– É, eles tem sorte de ter uma parceira tão bonita como você, espero que a estejam tratando bem e com respeito que merece. – Jerry diz olhando seriamente para Sam e Dean. Jane lhe da um sorriso e confirma com a cabeça. – Ótimo. Bom, aqui está algo que quero que escutem.

Jerry seriamente muda de assunto e entra numa sala, em seguida põe um toca-fita para escutarem.

–Escutem isso. – continua Jerry. – Normalmente eu não teria acesso a isso. É uma cópia do gravador do vôo 2485. É um dos nossos.

A fita começa a rodar.

– Mayday! Mayday! Aqui é o capitão do vôo 2485. Algo nos atingiu. Estamos pedindo ajuda para o vôo 2485. – diz o piloto. – Mayday! Vamos bater!

Jane, Sam e Dean se olham curiosos .

– Saiu daqui e caiu a 3200 km. – explica Jerry aos três. – Eles estão dizendo que é um problema mecânico. A cabine abriu de algum modo. Ninguém sabe o porquê. De 100 pessoas a bordo, sete sobreviveram. O piloto é um deles, seu nome é Chuck Lambert, ele é um grande amigo meu. Bom, ele está bem abalado. Como se fosse culpa dele.

– Você não acha que foi? – pergunta Sam a Jerry.

– Não, eu não acho. – responde o homem.

– Hum... Jerry, nós vamos precisar das cargas dos passageiros, uma lista dos sobreviventes... E vamos precisar dar uma olhada nos destroços. – pede Jane.

– As outras coisas tudo bem, mas os destroços... – diz Jerry a ela. – a policia fechou o local como evidência. Não tem como vê-los.

– Sem problemas. – diz Jane com um sorriso.

...

Um tempo se passa... Sam e Jane esperam por Dean no carro.

– O que viemos fazer aqui? – pergunta Sam à ela.

– Você vai ver. – Jane olha na direção de Dean que sai de um prédio. Este se aproxima deles.

– Porque demorou tanto? – pergunta Sam a ele.

– Não se pode apressar a perfeição. – responde o irmão com um sorriso. Em seguida ele entra no carro e entrega a cada um seus distintivos.

– Segurança interna? – pergunta Sam olhando o distintivo em sua mão. – É ilegal. Até mesmo para nós.

– Precisamos de algo novo, que as pessoas não tenham visto milhares de vezes. – responde Dean voltando sua atenção para o comentário do irmão. – Então, o que nós sabemos?

– Bom, há definitivamente um EVP na gravação, ouçam. – responde Sam mostrando um som de dentro do avião 2485. Uma voz estranha e grossa como a de um espírito fala no som. ‘’ Sem sobreviventes. ‘’

– Sem sobreviventes? – repete Jane. – Há sete sobreviventes.

– O que vocês acham? Algum tipo de voador? – pergunta Dean à eles.

– Há uma longa história de espíritos e agouros em aviões e navios, como fantasmas viajantes, ou como aquele do vôo 401. - Comenta Sam.

– É, aquele que bateu e usaram as peças em outros aviões. – comenta Jane. Sam concorda com a cabeça. – Os espíritos do piloto e do co-piloto foram algumas dessas partes.

– Exato.. – diz Sam. - Talvez seja algo parecido. Certo... Jane me dê a lista de sobreviventes, por favor.

Jane o entrega a lista.

– Com quem vamos conversar primeiro? - pergunta

– O terceiro da lista. Max Jeffy. – responde Jane, olhando para a lista na mão de Sam.

– Porque ele? – pergunta Sam.

– Primeiro, porque ele está mais perto... E segundo, se alguém viu algo estranho, foi ele. – responde Sam.

– Como assim? – pergunta Dean à ela.

– Eu perguntei à mãe dele. – responde Jane a eles. – E ela me disse onde encontrá-lo.

No hospital psiquiátrico...

– Eu não entendo. Eu já falei com a segurança interna. – diz Max aos três.

– Certo. – diz Jane a ele. – Acontece que faltou informação, então precisamos que responda a algumas perguntas.

Max olha para Jane e concorda com a cabeça.

– Antes de o avião bater, você viu alguma coisa... Incomum? – pergunta Sam ao rapaz.

– Tipo o que? – pergunta Max.

– Luzes estranhas, barulhos esquisitos, talvez. – responde Dean no lugar de Sam. – Vozes.

– Não, nada. – responde Max. Os quatro se sentam em uma das mesas do jardim do hospital.

– Sr. Jeffy. – começa Jane.

– Só Jeffy, por favor. – diz Max a ela. Dean revira os olhos.

– Jeffy, você se internou aqui, certo? – pergunta Jane a ele. Ele concorda com a cabeça. – Posso te perguntar o por quê?

– Eu estava um pouco estressado. Sobrevivi à queda de um avião. – responde Max.

– E é isso que o deixou assustado? – pergunta Dean.

– Eu não quero mais falar sobre o assunto. – fala Max.

– Achamos que você pode ter visto alguma coisa. – comenta Dean. – Precisamos saber o que.

– Não, não. Eu estava tendo desilusões. – explica Max a eles. – Vendo coisas.

– Tudo bem. É só nos dizer o que você pensou ter visto, por favor. – pede Jane. Max a olha por um instante e cede.

– Tinha um homem... – começa Max a relatar. – Ele tinha os olhos... Olhos negros. E eu o vi, pensei ter visto ele,...

– O que? – pressiona Dean. Sam lhe da um tapa no ombro.

– Ele abriu a saída de emergência. – responde Max. – Mas isso é impossível. Eu pesquisei. Existem duas toneladas de pressão naquela porta.

– Esse homem. Ele aparentava aparecer e desaparecer? – pergunta Sam a ele. – Algo como uma miragem?

– Você está louco? – pergunta Max. – Ele era um passageiro. Estava sentado bem na minha frente.

Sam, Dean e Jane se olham com curiosidade.

– Obrigada, Max. – diz Jane. Em seguida os três levantam da mesa e se retiram do hospital.

– Temos que ir falar com esse passageiro. – diz Jane.

– É pra já. – diz Dean e eles entram no carro.

...

– Então aqui estamos. George Phelps. Assento 20C. – diz Dean ao parar na frente de uma casa. – Cara, eu não me importo o quão forte uma pessoa possa chegar a ser. Mesmo se ele fosse um peso-pesado, não conseguiria abrir a porta de emergência durante o vôo.

– Não se fosse humano. – diz Jane em seguida. Os dois a olham. Em seguida os três olham para a casa a sua frente. – Talvez esse George seja outra coisa. Uma criatura com forma humana.

– É, mas isso parece o lugar onde uma criatura vive? – pergunta Dean a ela. Jane olha para a casa novamente, é uma casa normal, como outra qualquer. Em seguida eles saem do carro e tocam a campainha.

...

Na sala da casa, Sam pega um porta-retratos com a foto do falecido passageiro a quem Max se referiu.

– Esse era seu marido? – pergunta Sam a uma mulher sentada a sua frente.

– Sim, esse era o meu George. – responde ela.

– E você disse que ele era...dentista? - pergunta Dean.

– Ele estava indo para uma convenção em Denver. – comenta a mulher. – Vocês sabiam que ele morria de medo de voar? É horrível ele ter morrido desse jeito.

– Há quanto tempo você era casada com ele? – pergunta Jane.

– 13 anos. – ela responde.

– Você notou algo estranho nele? Qualquer coisa? – continua Jane.

– Bem... Ele tinha problemas respiratórios se é isso que você quer saber. – responde a mulher.

Um tempo depois eles saem da casa.

– Um fantasma doente? Isso não faz sentido. – diz Dean fechando a porta de entrada.

– Conforme a idade, eles tendem a adquirir características humanas. – comenta Sam.

– O que a gente precisa fazer é entrar na NTSP e olhar os destroços. – diz Jane a eles.

– É... Mas se vamos para lá, temos que nos vestir de acordo. – diz Sam a ela com um sorriso.

Um tempo depois, Sam e Dean saem de uma loja de smoking, vestidos elegantemente de terno.

– Cara, nós parecemos os irmãos Blues. – comenta Dean.

– Claro que não. – diz Sam ao irmão.

Os dois param e olham para a entrada da loja ao lado onde Jane se encontra. Depois de alguns instantes ela sai da loja.

– Uau! – diz Dean olhando na direção dela. Sam arregala os olhos. Ela está vestindo uma saia não muito curta, apesar de boa parte de suas pernas serem vistas, sua blusa tem um decote refinado em V.

– As vendedoras falaram que para mim, esse era o tipo adequado de roupa para uma ocasião social. – responde já vendo que Dean ia perguntar sobre a roupa. – E você parece um formando pronto para dançar.

Dean olha para a sua roupa e em seguida para Jane novamente. Esta e Sam se dirigem ao carro.

– Eu odeio essa coisa. – diz Dean abotoando seu terno.

Os três entram no carro e vão até a NTSP. Quando chegam lá os três mostram as identificações falsas e conseguem entrar. Vêem os destroços do avião. Dean retira um aparelho estranho do bolso. Jane e Sam olham para o aparelho.

– É um tipo de amperímetro. Detecta freqüências eletromagnéticas. – explica Dean a eles.

– Nós sabemos o que é. – diz Jane. – Queremos saber por que esse tem a forma de um walkman.

– Porque eu fiz assim. – responde Dean com um sorriso para ela. – É feito em casa.

– É... Percebemos. – comenta Sam. Dean continua com o sorriso, mas se vira e começa a tentar detectar as freqüências. Os outros dois vão atrás dele. Tentam detectar em todas as peças do avião, até que chegam a maçaneta da porta de emergência. O aparelho de Dean começa a apitar.

– A maçaneta da porta de emergência. – diz Dean. Eles olham para a maçaneta. Dean toca nela, onde tem marcas de dedos. Há uma espécie de resíduo estranho.

– O que é isso? – pergunta Sam.

– Vamos descobrir. – diz Dean, ele olha para Jane que em seguida pega uma amostra do resíduo com uma pinça e põe dentro de um saquinho.

Na portaria da NTSP, dois homens de terno entram.

– Senhor. – diz um dos homens ao guarda da entrada, em seguida mostrando as identificações.

– Segurança Interna? – pergunta o guarda a eles. – Três de vocês não é o suficiente?

– O que? – pergunta um dos homens de terno.

– Três de vocês já entraram lá há 10 minutos. – responde o guarda. Os dois homens da Segurança Interna se olham sem entender, em seguida vários guardas armados e os dois homens de terno entram onde Jane, Sam e Dean se encontram. Mas os três não se encontram mais ali.

...

No aeroporto...

– Escute Chuck. É como voltar a subir em um cavalo. – diz um homem ao piloto que sobreviveu. – Só que nesse caso é um jato e não um cavalo. Eu vou estar com você. Quando achar que não pode pilotar, eu assumo.

Chuck concorda com a cabeça.

– Chuck, você não precisa fazer isso hoje. Não quero te apressar. – diz o amigo.

– Não, esperar é pior. – responde ele.

– Certo, vamos encher o tanque e então nós decolamos. – diz o amigo e em seguida se retira. De repente do ar condicionado atrás de Chuck sai uma areia preta que começa a sobrevoar a frente do piloto. Ele se assusta, mas é tarde demais, a areia entra em seus olhos, o dominando.

...

Jane, Dean e Sam se juntam a Jerry novamente, em sua sala o homem analisa a amostra que Jane pegou do resíduo.

– Bem... Essa coisa está coberta por enxofre. – diz Jerry tempo depois.

– Tem certeza? – pergunta Sam a ele.

– Olhe você mesmo. – responde Jerry. Fora da sala eles começam a ouvir barulhos altos e gritos. – Agora se me dão licença, tenho uma briga para apartar.

Depois que ele sai da sala berrando alguma coisa, Dean vai até o telescópio e olha o resíduo.

– Tem uma coisa que sei sobre enxofre. – comenta Dean.

– Posseção de corpos? – pergunta Jane.

– Explicaria como alguém de meia-idade abriria uma porta de emergência. – explica Dean concordando. Eu só não entendo porque usar o possuído para provocar uma queda de avião.

– Você já viu algo assim antes? – pergunta Sam a ele.

– Não. – responde Dean.

...

No aeroporto, na pista de vôo...

– Estou pronto. Vamos nessa. – diz Chuck a seu amigo co-piloto. Este da um sorriso para Chuck. Eles entram no avião e sobem ao céu. Depois de um tempo pilotando...

– Como está se sentindo? – pergunta o co-piloto.

– Ótimo. – responde Chuck

– Antes que perceba, vai voltar a pilotar aviões. - comenta o co-piloto.

– Espero. – responde Chuck. – A quanto tempo estamos voando?

– Quase 40 minutos. – responde o co-piloto.

– Uau, o tempo voa mesmo. – diz Chuck olhando para seu amigo, este lhe da um sorriso, mas de repente Chuck põe o volante para baixo, os fazendo cair.

– O que está fazendo?! – grita seu amigo. Chuck começa a bater com o cotovelo na cara do co-piloto, este desmaia. O piloto põe mais força no volante para baixo, seus olhos estão inteiramente pretos. Um caminhoneiro que passa pela estrada se assusta ao ver o avião caindo ali perto dele. Em seguida o avião bate com tudo em um poste de energia.

...

Em um motel, Sam pesquisa novamente em seu laptop.

– Então, toda cultura e religião do mundo têm sua versão sobre posseção de corpos. – diz ele depois de um tempo. – Cristianismo, culturas indígenas, americanas, hindus...

– Mas, nenhuma descreve algo assim. – diz Dean.

– Não é bem verdade. – diz Sam. – De acordo com a cultura japonesa, alguns demônios estão por trás de certos desastres. Tanto naturais como causados pelo homem. Como terremotos e doenças.

– E alguns causam quedas de aviões? – pergunta Dean. Sam afirma com a cabeça.

– Então temos um demônio que não se preocupa com a contagem de corpos? – pergunta Jane deitada em uma das camas.

– Bom... Eu não sei quantos aviões caíram antes desse. – comenta Sam. Jane levanta da cama e começa a andar de um lado para o outro, pensativa.

– O que foi? – pergunta Sam a ela.

– Eu não sei. Não é um caso normal. Demônios não querem nada além de morte e destruição. – responde Jane. – Mas, isso é grande.

– Queria que papai estivesse aqui. – diz Dean olhando para Sam. Jane nem dá ouvidos.

– Eu também. – concorda Sam com ele. Em seguida o celular de Dean começa a tocar, ele atende.

– Alô? – pergunta.

– Dean é o Jerry. – responde o homem.

– Ei, Jerry! – diz Dean.

– O meu amigo, o piloto... Chuck Lambert está morto. – diz Jerry aflito. Dean fica sério.

– Jerry, eu sinto muito. O que houve? – pergunta Dean. Jane e Sam o olham.

– Ele e um amigo saíram para voar há uma hora. – começa Jerry. – O avião caiu.

– Onde aconteceu? – pergunta Dean.

– A uns 96 km a oeste daqui. Em Nazareth. – responde Jerry.

– Nada de terremoto por lá. – diz Dean.

– O que? – pergunta Jerry confuso.

– Nada. – responde Dean. – Jerry fiquei aí, ok? Falamos com você em breve.

Em seguida ele desliga.

– Outra queda, acertei?. – pergunta Jane.

– É. Vamos nessa. – responde Dean.

– Para onde? – pergunta Sam.

– Para Nazareth. – responde ele.

Os três vão até à cidade, onde se encontram com Jerry. Este olha novamente para outro resíduo que se encontrava no jato de Chuck Lambert, no telescópio.

– Enxofre? – pergunta Dean. Jerry concorda com a cabeça. – Imaginei. Então, temos dois acidentes de avião envolvendo Chuck Lambert. Parece que esse demônio estava atrás dele.

– Ele já pegou Chuck, se esse for o caso, essa é a notícia boa. – diz Sam. Dean e Jerry concordam com ele

– Mas tem a má notícia – diz Jane à eles que a olham - O acidente ocorreu a 40 minutos da decolagem, assim como o vôo 2485.

– 40 minutos? E o que isso tem a ver? – pergunta Jerry.

– É um número bíblico. – continua Jane. - No conto de Noé, choveu por 40 dias. O número indica morte.

– Eu pesquisei e existem seis acidentes na última década. – comenta Sam. – Todos caíram a exatamente 40 minutos da decolagem.

– Sobreviventes? – pergunta Dean.

– Não. – responde Sam. – Quer dizer, até agora. Até o vôo 2485. Lembram da gravação?

– Sem sobreviventes. – repete Dean.

– Então, ele está indo atrás dos sobreviventes. – deduz Jane. – Quer terminar o trabalho.

– Temos que ir. – diz Sam e eles se retiram.

No carro Sam fala com alguém ao celular.

– Mesmo? Bom, obrigado por responder a nossa pesquisa. – agradece Sam à pessoa do outro lado da linha. – Por favor, se for viajar, não se esqueça da United Pretend Airlines. Obrigado.

Em seguida ele desliga.

– Certo mais dois que não pretendem viajar no momento. – comenta Sam.

– Então, só precisamos encontrar a aeromoça, Amanda Walker. – diz Jane.

– Certo, ela sairá de Nápolis às seis horas. É a primeira noite em que ela volta ao trabalho. – diz Sam.

– Parece que estamos com sorte. – diz Dean.

– Dean, são cinco horas de viagem. – diz Sam. – Não chegaremos a tempo.

– Porque não liga para ela de novo? – pergunta Dean. – Para ver se ela desiste do vôo.

– Eu já deixei três mensagens. – responde Sam. – Parece que ela deixou o celular desligado. Cara, nunca vamos conseguir.

– Vamos sim. – responde Dean com determinação.

No aeroporto, os três entram correndo e vêem o horário do vôo de Amanda.

– Aquele ali, vai decolar em 30 minutos. – diz Jane apontando para o horário de um vôo em uma televisão.

– Eu disse que conseguiríamos. Temos mais algum tempo. – diz Dean. – Preciso encontrar um telefone.

Dean vê um grudado em uma parede e pega.

– Serviços do Aeroporto. – diz uma mulher no outro lado da linha.

– Portão 13. – diz Dean.

– Com quem quer falar, senhor? – pergunta a mulher.

– Com Amanda Walker. – responde Dean. – Ela é aeromoça do vôo... Vôo 424.

– Só um momento. – pede a moça.

Depois de um tempo Amanda atende.

– Amanda Walker falando. – ela responde.

– Srta. Walker, aqui é o Dr. James Hetfield do San Francisco Morial Hospital. – mente Dean. Estamos com Karen Walker aqui.

– Minha Karen? – pergunta Amanda um pouco confusa.

– Nada sério, apenas um acidente de carro, mas está machucada, então... – diz Dean, mas é interrompido.

– Espere, mas é impossível, eu acabei de falar com ela no telefone. – diz Amanda. Dean pensa por uns segundos.

– Você o que? – ele pergunta a ela.

– Há cinco minutos. – diz Amanda. – Ela está em casa estudando para uma prova. Quem está falando?

– Deve ser algum engano. – diz Dean a ela.

– Como sabia que eu estava aqui? – pergunta Amanda. – É algum amigo do Vince?

– Culpado. – diz Dean.

– Uau, é inacreditável. – diz Amanda.

– Ele está muito arrependido. – diz Dean a ela. Jane e Sam apenas o olham.

– Diga para ele cuidar da própria vida, e me deixar em paz, entendeu?! – responde Amanda.

– Certo, mas ele precisa te ver hoje. – continua mentindo Dean.

– Não, sinto muito. É tarde demais. – responde ela.

– Não faça isso. O cara está arrasado mesmo, é patético. – diz Dean.

– Mesmo? – pergunta a aeromoça.

– Com certeza. – responde Dean.

– Escute, eu preciso ir. Diga para ele me ligar quando eu pousar. – diz Amanda e em seguida desliga.

– Não, não. Amanda! Amanda! – diz Dean, mas é tarde. Ele desliga o telefone. Amanda entra no corredor que da para o avião. Em cima do corredor há um ar condicionado, dele sai uma areia preta, mas é sugada novamente para dentro.

...

– Droga, tão perto. – reclama Dean.

– Certo... Hora do plano B... Vamos embarcar no avião. – diz Jane aos dois.

– Ei, ei, espera um pouco. – diz Dean a ela.

– Dean, ela está certa. O avião vai decolar com 100 passageiros e se não fizermos nada... – diz Sam.

– Eu sei! – responde Dean irritado.

– Olha... Nós entramos no avião, encontramos o demônio e o exorcisamos. – diz Sam. – Eu vou comprar as passagens. Vocês dois pegam tudo que formos precisar e me encontram daqui a 5 minutos.

Dean olha para os lados sem saber o que fazer.

– Você está bem? – pergunta Sam a ele.

– Não. Na verdade não. – responde Dean nervoso.

– Ele tem medo de voar. – diz Jane.

– O que? – pergunta Sam olhando para o irmão sem entender.

– Não... Não tenho não. – nega Dean nervoso.

– Dean... – diz Jane.

– Nunca foi um problema até agora. – responde ele ainda nervoso.

– Você está brincando, não é? – pergunta Sam.

– Parece que estou brincando? – pergunta Dean. – Porque você acha que eu dirijo em todos os casos?

– Ta... Então eu e Jane vamos e você fica. – diz Sam ainda sem acreditar.

– O que?! – pergunta Dean.

– Eu e Jane vamos e você fica. – repete Sam.

– Você enlouqueceu? Se vocês dois forem... O avião vai cair. – diz Dean.

– Eu e Jane podemos fazer isso. – diz Sam. – É a única opção.

– Qual é? – pergunta Dean. – Mesmo? Cara...

Sam e Jane apenas o olham.

– Querem saber?... Eu vou. – diz Dean.

– Ótimo. – diz Jane e abre um pequeno sorriso.

No avião se prepara para decolar, Dean fica olhando nervosamente para os lados. Jane o olha

– Tente relaxar. – ela diz.

– Tente calar a boca. – responde Dean a ela. Jane da risada. De repente o avião começa a decolar, o avião treme e Dean fica sério. Depois de um tempo, Jane adormece na cadeira, no meio dos dois. Dean ouve seu walkman.

– Isso é Mettalica? – pergunta Sam.

– Me acalma. – responde Dean. Sam da um riso sarcástico.

– Você está nervoso, mas tente se concentrar. – diz Sam e olha seu relógio. - Nós ainda temos 32 minutos.

– É, com o avião caindo vai ser fácil. – diz Dean.

– Uma coisa de cada vez. – responde Sam. Com a barulheira dos dois, Jane acaba acordando.

– Como vocês não vão me deixar dormir nem por quinze minutos, poderíamos tentar descobrir quem ele está possuindo. – diz Jane a eles.

– Sentimos muito. – diz Sam.

– Deve ser alguém fraco, em quem o demônio pudesse entrar. – diz Dean. - Com algum vício ou tensão emocional.

– Bom, esse é o primeiro vôo de Amanda depois do acidente, ela poderia estar bem abalada. – comenta Jane. Sam e Dean concordam com a cabeça.

– Com licença, você é a Amanda? – pergunta Dean a uma aeromoça que se aproxima deles.

– Não. – responde ela.

– Desculpe, eu me enganei. – diz Dean. A aeromoça se afasta. Dean se vira para os fundos do avião e vê outra aeromoça.

– Então, aquela ali só pode ser a Amanda. – diz Dean. Sam e Jane se viram na cadeira e vêem a moça. – Eu vou falar com ela. E ver seu estado mental.

– E se ela já estiver possuída? – pergunta Sam.

– Bom, vamos descobrir. – diz Dean se levantando de seu assento. Mas antes pega água benta de sua mochila. – Que tal água benta?

Mas, Jane arranca a água da Mao de Dean.

– Não, precisamos ser mais sutis. Se ela estiver possuída, vai repudiar o nome de Deus. – diz ela.

– Boa. – diz Dean concordando e se vira para os fundos do avião.

– Ei! – chama Sam.

– O que? – pergunta Dean voltando.

– Mantenha a postura. – Sam diz.

– Certo... Não. – diz Dean e começa a andar pelo corredor até Amanda.

– Ei! – chama Sam novamente.

– O que? – pergunta Dean nervoso, voltando novamente para o assento.

– ‘’Manter a postura. ‘’ quer dizer ‘’ Vá com Deus. ‘’ – explica Sam.

– Cara, eu sei, eu não sou idiota. – Dean responde e vai até Amanda. O avião treme, Dean fica nervoso no meio do corredor e da um soco em um dos assentos de nervoso. Dean se junta à Amanda no fim do avião. Ela prepara as bebidas dos passageiros.

– Oi. – diz Dean.

– Oi. – responde Amanda. – Posso te ajudar em alguma coisa?

– Não, só estou tendo um problema em voar. – admite Dean. – Pensei em andar um pouco.

– Acontece com muita gente. – diz Amanda a ele.

– É claro que para você, voar é fácil. – diz Dean.

– Você ficaria surpreso. – diz Amanda a ele.

– Mesmo? Você fica tensa quando voa? – pergunta Dean.

– É. Talvez. Um pouquinho. – ela responde.

– Desde quando uma aeromoça tem medo de voar? – pergunta Dean. Amanda lhe da um sorriso.

– É uma longa história. – diz ela.

– Certo, me desculpe por perguntar. – diz Dean.

– Sem problemas. – Amanda diz.

– Você já considerou outros empregos? – pergunta Dean a ela.

– Não. Todo mundo tem medo de alguma coisa. – diz Amanda. – Não vou deixar isso tomar conta de mim.

– Claro. – diz Dean concordando com ela. – Cristo.

– Me desculpe você disse alguma coisa? – pergunta Amanda. Ele olha para ela e lhe da um sorriso.

– Hum... Cristo? – ele repete.

– Hum... Eu não... Não... – diz Amanda confusa.

– Nada, deixa para lá. – diz Dean e logo em seguida volta para seu assento.

– Tudo bem... – diz Amanda confusa quando Dean já se foi.

...

– Ela deve ser a pessoa mais sensata do mundo. – diz Dean à Sam e Jane.

– Você disse Cristo? – pergunta Sam.

– Sim. – responde ele.

– E? – pergunta Jane.

– Nada de demônio nela. – responde ele.

– Se está no avião pode ser qualquer um. – comenta Sam. O avião treme de novo.

– Qual é?! Isso não pode ser normal. – diz Dean sério se segurando forte na poltrona.

– Calma, é só uma pequena turbulência. – explica Sam.

– Sam, esse avião vai cair então não me trate como se eu fosse louco. – pede Dean irritado.

– Você precisa se acalmar. – diz Sam.

– Eu não consigo. – diz Dean.

– Sim, você pode. – diz Jane nervosa e ele relaxa. Sam arregala os olhos. – Viu? Vamos ter que exorcizar quem estiver com o demônio, então você precisa se acalmar.

– Eu encontrei um exorcismo aqui. Acho que vai funcionar. – diz Sam com seu laptop. – O ritual Romamma.

– O que temos que fazer? – pergunta Dean.

– São duas partes. A primeira retira o demônio da pessoa e faz ele se manifestar. – explica Sam. – Mas, o deixa mais forte.

– Mais forte? – pergunta Dean.

– É. – responde Sam.

– Como? – pergunta Dean.

– Ele não precisa mais possuir ninguém. Consegue agir por si mesmo. – responde Sam.

– Hum... E por que isso é uma coisa boa? – pergunta Dean com uma expressão séria.

– Bom, a segunda parte leva ele de volta para o inferno. – diz Jane vendo a pesquisa de Sam. – De uma vez por todas.

– Primeiro precisamos encontrá-lo. – diz Dean a eles. – Fiquem aqui.

– E para onde mais iríamos? – sussurra Sam para si mesmo.

Em seguida Dean pega seu aparelho de freqüência eletromagnética e sai pelo corredor do avião à procura de algo. Ele passa por cada passageiro que o olham estranho. De repente, quando Dean está perto do final do corredor, alguém toca seu ombro por trás, Dean se vira assustado.

– Não faz isso. – diz Dean olhando Jane.

– Alguma coisa? – pergunta ela.

– Não, nada. Quanto tempo ainda temos? – pergunta Dean.

– 15 minutos. – ela responde.

– Talvez tenhamos esquecido de alguém. – comenta Dean. -Talvez ele nem esteja no avião.

– Ele tem que estar aqui. –diz Jane.

– Eu espero que sim... Não entrei nessa droga de avião à toa.– diz Dean.

– Porque estão demorando tanto? – pergunta Sam se aproximando deles.

De repente Jane olha para a porta do banheiro.

– O que foi?– pergunta Dean. Jane não responde apenas olha o piloto do avião sair dali. Ele lhe da um sorriso e se vira para a cabine de controle.

– Cristo! – diz ela à ele.. De repente o piloto se vira rapidamente para ela com os olhos inteiramente pretos. Sam e Dean o olham paralisados. Em seguida o piloto entra na cabine de vôo. Os três vão até Amanda.

– Ela não vai acreditar nisso. – diz Dean

– 12 minutos, cara. – diz Sam à ele. Eles se juntam a aeromoça no final do avião.

– Olá. – ela diz para os três. – O avião não está tremendo muito está?

– É sobre isso que queremos conversar. – diz Dean a ela.

– Está bem, o que posso fazer por vocês? – Amanda pergunta.

– Isso vai parecer loucura, mas queremos te dizer a verdade antes... – começa ele a explicar.

– Olha, nós sabemos que você esteve no vôo 2485. – interrompe Jane e vai direto ao ponto.

– Quem são vocês? – Amanda pergunta os olhando desconfiada.

– Falamos com outros sobreviventes... Sabemos que aconteceu algo naquele avião e não foi defeito mecânico. – explica Sam.

– E precisamos da sua ajuda, pois temos que impedir que isso aconteça de novo e aqui. – diz Dean.

– Me desculpem, eu estou meio ocupada. – ela diz para os três e se dirige para o corredor do avião.

–Espera. – diz Jane. Amanda para e se vira para ela. – Não vamos machucá-la, mas escute. O piloto do vôo 2485, Chuck Lambert está morto.

– O que?! Chuck está morto? – pergunta Amanda assustada.

– Ele morreu em outro acidente de avião. São dois em dois meses, não é estranho? – pergunta Jane a ela. Amanda abre a boca para falar, mas não consegue dizer nada.

– Havia algo errado com o vôo 2485 e há algo errado com esse aqui também. – diz Sam.

– Você tem que acreditar em nós. – diz Dean. Amanda olha para os três.

– No vôo 2485, tinha um homem... Ele tinha os olhos... – tenta explicar Amanda.

– É disso que estamos falando. – diz Jane.

– Não estou entendendo o que estão pedindo para eu fazer. – diz Amanda à eles.

– Precisamos que traga o piloto aqui. – pede Dean à ela.

– Por quê? O que ele tem a ver com isso? – pergunta Amanda.

– Não há tempo para explicarmos. Precisamos que o traga aqui. – diz Jane.

– Como eu vou até a cabine e...? – começa Amanda.

– Faça o que for preciso... Por favor. – diz Sam. – Diga que há um problema na cafeteira e que precisa da ajuda dele.

– Vocês sabem que eu posso perder o meu emprego? – pergunta Amanda.

– Vai perder mais que isso se não nos ajudar. – diz Jane nervosa.

– Tudo bem. – concorda a aeromoça. Em seguida ela vai até a cabine do piloto, bate na porta, ele abre. Amanda começa a contar a mentira que Sam inventou sobre a cafeteira. Lá do final do avião, os três os observam. Amanda convence o piloto e eles começam a se dirigir para o lado oposto do avião. Dean tira rapidamente o diário de seu pai do casaco e Sam começa a procurar sobre o feitiço.

– Certo... Qual é o problema? – pergunta o piloto entrando na cabine que os três estão. Dean da um soco no rosto do piloto com tudo, ele cai, mas tenta revidar. Dean tapa a boca do piloto com uma fita cinza.

– O que estão fazendo? Disseram que só iam conversar com ele. – diz Amanda.

– Nós vamos conversar com ele. – diz Dean. Em seguida Jane se ajoelha e taca água benta no piloto, dele sai uma fumaça, o demônio começa a sair de seu corpo.

– Meu Deus... – diz Amanda sem acreditar.

– Escute, precisamos que... – começa Sam.

– Eu não estou entendendo. – interrompe Amanda.

– Não deixe ninguém entrar. Consegue fazer isso? – pergunta Sam. A aeromoça não se mexe. – Amanda!

– Certo... Certo. – ela responde aflita e sai da cabine, ficando a frente da porta.

– Vai logo. – pede Jane olhando para Sam. Este começa a exorcizar o demônio em uma língua estranha. Mas, em seguida o demônio taca a água benta da mão de Jane para longe, pega Dean e Sam e os taca em uma parede. Em seguida olha para Jane que levanta, o piloto faz o mesmo e se aproxima dela, puxa seu cabelo com força para baixo, Jane segura um grito de dor e tenta retirar a mão do piloto de seu cabelo. Dean pega o piloto por trás e o joga no chão novamente. Sam recomeça o exorcismo, mas o piloto o pega pelo casaco depois de derrubar Dean novamente.

– Eu sei o que aconteceu com a sua namorada. – diz o demônio à Sam. – Ela morreu gritando como a sua mãe!

Dean vai até o piloto e da outro soco nele, mais forte do que o outro.

– Sam! – grita Dean a ele. Sam faz uma expressão de ódio para o demônio e termina de falar as palavras do exorcismo. Pega um dos braços do piloto e o segura com Dean. Jane segura suas pernas. Em seguida, a mesma fumaça preta sai do piloto pela boca e entra no ar condicionado da cabine.

– E o diário? – pergunta Sam.

– Está no avião. Pegue-o para terminar o ritual. – diz Jane a ele. Sam sai da cabine para o corredor do avião, de repente o avião começa a cair, as luzes se apagam e todos se apavoram. Sam se taca no chão para pegar o diário, mas ele cai para o lado. Na cabine Dean tenta ficar de pé, mas não consegue é atirado de lá para cá, como Jane. O avião cai cada vez mais rápido. Sam estica bem seu braço e consegue pegar o diário debaixo de uma poltrona. O abre apressadamente e grita algumas palavras em outra língua como a de antes. De repente um trovão preenche o céu e o avião volta ao normal. Na cabine, Dean faz uma cara de espanto e se segura em alguma coisa. Este olha com uma cara assustada e curiosa ainda para os lados e encontra o olhar de Jane nele com uma sobrancelha levantada. Amanda sentada em uma das cadeiras, respira fundo e olha para a cabine de onde saem Jane e Dean. Estes olham para Sam que levanta do chão e se vira para eles com expressão de alívio.

No aeroporto...

– Senhor, pode me dizer o que houve? – pergunta um policial para o piloto.

– Não sei. Eu cheguei aqui e não lembro de nada. – responde ele. – Não me lembro nem de ter entrado no avião.

– Mais alguma coisa? – pergunta outro policial só que desta vez para Amanda.

– Não. É só isso. – ela responde. Jane, Sam e Dean a olham. Ela sussurra um ‘’ Obrigado. ‘’ para eles. Os três lhe dão um sorriso discreto.

– Vamos sair daqui. – diz Dean a eles e vê a expressão séria do irmão. – Você está bem?

Sam para na frente dele.

– Dean, aquilo sabia sobre a Jessica. – responde Sam à ele.

– Sam, essas coisas lêem mentes. Elas mentem. – diz Dean. Eles se olham por um tempo. – Certo? É só isso. Vamos.

Os três encontram Jerry ao lado do carro.

– Ninguém sabe o que fizeram, mas eu sei. – diz Jerry à eles. – Muitas pessoas poderiam morrer. John vai ficar muito orgulhoso de vocês.

Sam e Dean lhe dão um sorriso.

– A gente se vê por aí, Jerry. – diz Dean apertando sua mão. Jerry se afasta em direção ao aeroporto. – Ei, Jerry! Eu ia te perguntar como conseguiu o meu celular, eu só o tenho há seis meses.

– Seu pai me deu o número. – responde Jerry à ele.

– O que? – pergunta Dean sem acreditar.

– Quando falou com ele? – pergunta Sam.

– Não falei com ele, mas a secretária eletrônica pedia para eu ligar para você. – responde o homem. – Obrigado de novo.

Sam e Dean se olham sem entender.

– Isso não faz sentido, cara. – diz Sam. Os três estão encostados no porta-malas do carro. – Eu liguei para o papai umas 50 vezes. O celular sempre está fora de serviço.

Dean pega seu celular e tenta ligar para seu pai mais uma vez. Cai na secretária eletrônica, Sam encosta seu ouvido junto ao de Dean para escutar também. ‘’ Aqui é John Winchester. Eu não posso falar no momento. Se é uma emergência, ligue para o meu filho Dean. 83907323. Ele pode ajudar. ‘’ Em seguida Dean desliga seu celular. Sam faz uma expressão séria.

– Vamos encontrá-lo. – diz Jane à eles e se vira com um sorriso malígno, entrando no carro. Sam se levanta do porta-malas e entra sério no carro, Dean o segue. Este liga o carro e em seguida eles partem.

Fim do episódio Supernatural S01E04 O Fantasma Viajante

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Supernatural S01E03 Morte na Água

Lake Manitoc, (Wisconsin).

Em uma casa antiga perto do lago.

– Bom dia papai. – diz uma jovem de cabelos loiros, beijando a cabeça de seu pai.

– Bom dia, querida. – ele responde enquanto lê o jornal. A jovem abre a geladeira e pega o leite.

– Porque você malha tanto? – pergunta o irmão da jovem sentado em cima da pia. – Garotos não gostam disso.

– Bem, garotas não gostam de caras que ainda vivem na casa dos pais. – ela responde debochando do irmão. Ele da um sorriso sarcástico para ela e ela faz o mesmo para ele. A jovem abre a porta para sair de casa e vai para o lago.

– Tome cuidado. – diz seu pai enquanto ela sai de casa.

– Eu vou. – ela responde.

A jovem garota fica só de maiô, olha o lago e mergulha dentro dele. Começa a nadar, às vezes para e respira. Sente que algo a vigia e olha para os lados, não há nada. Recomeça a nadar. Sente que algo a está vigiando novamente, olha de novo para os lados. Algo debaixo do lago puxa sua perna. A garota não é mais vista...

...

Em uma lanchonete, Dean e Jane estão circulando uma manchete de jornal. A foto da jovem garota desaparecida no lago. Em seguida, uma linda e esbelta garçonete vem até eles.

– Posso pegar mais alguma coisa para vocês? – ela pergunta. Dean olha para ela com uma caneta na boca e da um sorriso de quem gosta do que vê. Sam que estava no banheiro se aproxima da mesa em que Dean e Jane estão sentados.

– Só a conta, por favor. – pede Sam.

– Ok. – a garçonete responde e sai com um sorriso para Dean. Este abaixa a cabeça na mesa, levanta e olha para Sam.

– Sabe, a gente pode se divertir de vez em quando. – Dean comenta e aponta para a garçonete. – Aquilo é um exemplo de diversão.

Sam revira os olhos, em seguida olha para Dean bravo. Este pega as notícias na mesa e mostra ao irmão.

– Aqui, dê uma olhada nisso. Acho que conseguimos um. Lago Manitoc, Wisconsin. – diz Dean mostrando a foto da garota ao irmão. – Semana passada. Sophie Carlton, 18 anos. Entra no lago e não sai mais. As autoridades extraíram a água e nada.

– Ela é a terceira atacada naquele lago este ano. – comenta Jane. – Nenhum dos outros corpos foram encontrados também. Ela teve um funeral há dois dias.

– Funeral? – pergunta Sam a Jane.

– É, com o caixão vazio. – ela responde.

– Deve ter sido para o fechamento, sei lá. – diz Dean. Sam da um sorriso irônico para ele.

– Que fechamento? Pessoas não desaparecem assim, Dean. Outras pessoas param de procurar por elas. – comenta Sam.

– Algo que queira dizer? – pergunta Dean ao irmão, desconfiado.

– O papai. Estamos ficando cada vez mais longe dele. – avisa Sam.

– E o que devemos fazer? – pergunta Dean estressado à Sam.

– Eu não sei. Alguma coisa, qualquer coisa. – responde Sam.

– Quer saber, estou cansado dessa atitude. Acha que eu não quero encontrar o papai tanto quanto você? – pergunta Dean. Sam da um riso sarcástico. Jane revira os olhos. – Eu fiquei com ele todos os dias nos últimos dois anos enquanto você foi para a faculdade. Nós vamos achar o papai, mas até lá nós vamos matar todo o mal que encontrarmos no caminho. Entendeu?

Sam concorda com a cabeça. A mesma garçonete passa ao lado de Dean e ele olha com maliciosidade para ela, Sam a olha também, mas com uma expressão normal.

– Certo. Lago Manitoc. Qual a distância? – pergunta Jane, chamando a atenção de Dean e Sam. Dean da um sorriso a ela e levanta sem responder, Jane e Sam o seguem para dentro do carro, eles partem. Quando está prestes a escurecer, eles chegam ao Lago Manitoc. Se dirigem a casa da jovem que desapareceu no lago. O irmão desta abre a porta para os três.

– Will Carlton? – pergunta Dean. – Eu sou o agente Ford, este é o agente Hammil e ela é a agente Trace. Somos do serviço de Animais Selvagens. Will os deixa entrar e os leva até o lago onde se encontra seu pai, sentado em uma cadeira na beira do lago.

– Ela estava a cem metros. – explica Will. – É onde ela foi afogada.

– Tem certeza que ela não se afogou sozinha? – pergunta Dean.

– Sim, ela era uma ótima nadadora. Ela praticamente cresceu naquele lago. – responde Will. – Ela estava tão segura ali quanto na banheira.

– Então, nenhum sinal de sangue na água, de ataque? – pergunta Jane.

– Nada. É disso que eu estou falando. – responde Will.

– Você viu sombras na água? Talvez alguma forma misteriosa surgir na superfície? – continua ela.

– Não. Como eu já disse, ela estava bem lá. – responde o garoto.

– Você viu alguma coisa rastejando pela margem? – pergunta Sam.

– Não, por quê? O que vocês acham que tem lá? – pergunta Will aos três estranhando as perguntas.

– Deixaremos você saber, quando soubermos. – responde Dean e em seguida se vira em direção ao carro.

– E quanto ao seu pai? – pergunta Jane. Dean se vira e a olha, Sam também. – Podemos falar com ele?

Will se vira e olha para o pai na margem do lago, em seguida se vira de volta para Jane.

– Olha, se não se importam, ele não fala com ninguém. – responde Will.

– Está tudo bem, nós entendemos. – diz ela. Will lhe da um sorriso discreto. Dean, Sam e Jane voltam para o carro. Vão para a delegacia.

– Porque o Serviço de Animais Selvagens está preocupado com um simples acidente? – pergunta um policial deixando os três entrarem em sua sala.

– Tem certeza que foi um acidente? – pergunta Sam. – Will Carlton disse que viu alguma coisa agarrar a irmã.

– Como o que? Sentem-se, por favor. – oferece o policial. – Não existem carnívoros selvagens naquele lago. Nada grande o suficiente para afogar uma pessoa. A menos que tenha sido o Monstro do Lago Ness.

Dean da uma risada e olha sarcasticamente para Sam e Jane que o olham com expressão séria.

– Will Carlton está traumatizado. A mente prega peças algumas vezes. – diz o policial. – Mesmo assim, nós retiramos a água de todo o lago. Só para ter certeza, e não tinha nada lá.

– É o terceiro corpo desaparecido esse ano. – diz Jane.

– Eu sei. – diz o policial. – São pessoas da minha cidade. São pessoas com quem eu me importo.

Dean concorda com a cabeça. O policial bate nas pernas e se encosta em sua cadeira com um ar preocupado.

– De qualquer modo, isso não durará muito tempo. – ele comenta.

– O que quer dizer? – pergunta Dean.

– O fechamento do lago, é lógico. – responde o policial. Sam arregala os olhos.

– Lógico, o fechamento. – diz Dean olhando para Sam. – Provavelmente um ato superficial.

– Será uma reserva. – diz o policial. – Assim os federais nos dão o dinheiro, e eles poderão abrir o vertedouro. Em seis meses não haverá muito do lago. Mas vocês já sabiam disso, certo?

– Com certeza. – responde Dean a ele.

– Desculpe. Eu estou interrompendo? Eu posso voltar mais tarde. – diz uma mulher de cabelos ondulados castanhos e olhos claros entrando na sala. Sam e Dean se levantam, Jane continua sentada.

– Senhores, essa é a minha filha. – apresenta o policial.

– Prazer em conhecê-la, eu sou Dean. – ele se apresenta apertando delicadamente a mão da moça.

– Vitória Xavier. – diz a moça, apertando a mão de Dean, este lhe da um sorriso e ela lhe da outro.

– Serviço de Animais Selvagens. Sobre o lago. – diz o policial à sua filha. Vitória olha para Sam e Jane também com um sorriso. Um garoto de uns 8 anos entra na sala atrás de Vitória.

– Oh, olá. Qual o seu nome? – pergunta Dean ao menino. Ele não responde e sai da sala. Vitória vai atrás dele. Sam olha para Dean e Jane que se levanta da cadeira, ainda olhando por onde o menino saiu correndo.

– O nome dele é Lucas. – responde o policial.

– Ele está bem? – pergunta Jane.

– Meu neto está passando por muita coisa. Todos estamos. – responde o policial.

Em seguida o policial vai até a porta.

– Se houver qualquer coisa que eu possa fazer, é só falar. – oferece o policial enquanto Jane, Sam e Dean saem da sala.

– Já que falou nisso, vocês podem nos dizer um hotel com preço razoável? – pergunta Dean e olha para Vitória.

– Motel Lakefront. Vire a esquina. É a duas quadras. – ela responde.

– Se importa de ir com a gente? – pergunta Dean a ela.

– Quer que eu ande com você por duas quadras? – pergunta Vitória a Dean.

– Não se for incômodo. – diz Dean.

–Bom... Tudo bem, eu ia para lá mesmo. – responde Vitória. – Eu volto para pegar Lucas as três. Vá ao parque, ta bom querido?

Os três se despedem do policial e saem com Vitória para a rua.

– Filho bonito. – comenta Dean à moça.

– Obrigada. – Vitória responde.

– Crianças são demais, não? – pergunta Dean, continuando com a cantada. Sam e Jane só escutam as baboseiras dele.

– Ali está. – diz Vitória parando e mostrando o motel do outro lado da rua. – Como eu disse, duas quadras.

– Obrigado. – agradece Dean.

– Deve ser difícil com o seu senso de direção, nunca ser capaz de sair na rua sem ter um surto. – zomba Vitória de Dean. Jane e Sam seguram uma risada. – Apreciem a estadia.

– Crianças são demais?Você nem gosta de crianças. – comenta Sam depois que Vitória vai embora.

– Eu adoro crianças! – retruca Dean.

– Diga três crianças que você ao menos conhece. – diz Sam. Dean pensa por um segundo, Sam faz um gesto de ‘’ Ah, deixa para lá. ‘’ e sai andando com Jane ao seu lado.

– Eu estou pensando! – reclama Dean os seguindo.

No motel...

– Então, há três vítimas esse ano. – diz Sam, pesquisando em seu laptop.

– E antes disso? – pergunta Jane sentada na cama.

– Mais seis nos últimos 35 anos. Os corpos também nunca foram encontrados. – responde Sam. – Se tem algo lá, está medindo os passos.

– Que tipo de monstro faria isso? – pergunta Dean.

– Essa coisa toda de monstro... Me incomoda – comenta Sam.

– Por quê? – perguntam Dean e Jane ao mesmo tempo.

– Lago Ness, Lago Champlain. Há centenas de testemunhos. Mas aqui, quase nada. – responde Sam a eles. – O que quer que esteja lá, ninguém sobreviveu para contar a história.

– Xavier. Leonardo Xavier. Eu já ouvi esse nome antes. – diz Dean apontando uma reportagem na tela do laptop.

– Leonardo Xavier. A vítima de maio. – lê Sam. Este abre a reportagem de Leonardo. – Hum... Leonardo Xavier era marido de Vitória. Pai de Lucas. Aparentemente ele levou Lucas para nadar. O filho ficou na plataforma de madeira quando Leonardo se afogou.

Dean e Jane se olham.

– Parece que temos uma testemunha afinal. – comenta Jane olhando para a foto de Lucas na reportagem do laptop.

– Por isso que o garoto estava tão assustado. – lembra Dean. – É difícil se restabelecer depois de ver um dos pais morrer.

Mais tarde, no parque da cidade...

– Podemos nos juntar? – pergunta Dean à Vitória que está vendo seu filho desenhar em um banco do parque. A moça se vira para os três e da um sorriso.

– Estou de olho no meu filho. – diz ela. Os três olham para Lucas no banco.

– Posso dar um oi? – pergunta Dean e sem ouvir a resposta se aproxima de Lucas.

– Digam ao amigo de vocês que essa atitude de guarda generoso não vai funcionar comigo. – diz Vitória a Jane e Sam.

– Eu não acho que essa é a intenção dele. – diz Jane a ela. – Sinceramente.

Dean se agacha na frente de Lucas no banco...

– Como está indo? – pergunta Dean a ele. Lucas não responde. Dean pega um dos soldadinhos de brinquedo ao lado do menino. – Eu adoro essas coisas. Então, giz de cera é mais a sua praia. É legal. As garotas gostam.

Dean folheia alguns desenhos de Lucas.

– Você desenha bem. – diz Dean a ele. – Se importa se eu sentar aqui e desenhar um pouco? Eu não sou tão ruim nisso.

Continua sem resposta. Dean pega um giz e uma folha, se senta no banco e começa a desenhar enquanto fala com Lucas.

– Eu acho que você consegue me ouvir. – diz ele. – Eu sei o que aconteceu com o seu pai. Sei que foi algo terrível. Acho que sei como se sente. Quando eu estava mais ou menos na sua idade eu vi uma coisa... Talvez você pense que ninguém vai ouvi-lo, ou acreditar em você. Mas eu vou. Você nem precisa me dizer nada. Basta fazer um desenho do que você viu aquele dia com o seu pai...

Lucas nem ao menos olha para ele.

– Certo, sem problemas. – continua Dean e entrega à Lucas seu desenho. - Isso é pra você. É a minha família. Esse é o meu pai, essa é minha mãe, esse é o meu irmão esquisito e esse sou eu. É, parece que eu sou um péssimo artista. Vejo você por aí, Lucas.

Dean se levanta e se aproxima de Vitória, Jane e Sam. Lucas para de desenhar e pega o desenho de Dean e sua família.

– Lucas não tem dito nada. Nem para mim... Desde o acidente do pai. – diz Vitória a eles.

– Nós ouvimos sobre o assunto. Sinto muito. – diz Jane. Dean e Sam concordam com a cabeça.

– O que os médicos disseram? – pergunta Sam.

– Que é um tipo de stress pós-traumático. – responde Vitória.

– Isso não deve ser fácil. Para ele e para você. – deduz Jane.

– Eu posso contar com o meu pai. Ele me ajuda muito. – diz Vitória. – É só que... Quando eu penso no que Lucas passou, no que ele viu...

– Crianças são fortes. Você ficaria surpresa com o que elas podem fazer. – diz Dean a ela.

– Ele era tão animado, vocês não imaginam o que ele aprontava. – diz Vitória. – Agora ele só fica sentado. Desenhando e brincando com os soldadinhos.

De repente Lucas se aproxima.

– Ei, querido! – diz Vitória a ele. Lucas entrega de cabeça baixa um desenho a Dean.

– Obrigado, Lucas. – diz Dean a ele, olhando o desenho de uma casa antiga com um barco nos fundos. Lucas se vira e volta para o banco onde estava antes. Jane, Sam e Dean se olham.

Na casa de Will Carlton... O pai está sentado diante da televisão com uma expressão de sofrimento.

– Você deveria comer alguma coisa. – diz Will a seu pai. – Vou fazer o jantar, ok?

...

No Motel... Todos dormem normalmente em suas camas, mas de repente imagens vêm na cabeça de Jane. Peixes, muita água preta e Will Carlton, ele vai se afogar. Jane acorda suando, olha para o teto fixamente.

– O que está acontecendo comigo? – pergunta ela a si mesma e tenta voltar a dormir.

...

Will vai para os fundos da casa, lavar os peixes para fritá-los, de repente a água da torneira sai com uma cor estranha, Will vê e fecha, uma água preta sai de um buraco da pia em seguida. Will se assusta, a pia está quase cheia do líquido preto. Ele arregaça a manga de um dos braços e o bota dentro da pia, tira a tampa do ralo, vê que a água preta não desce e bota a mão de novo dentro da pia. Nada. Quando vai tirar o braço, algo o puxa bruscamente, seu rosto é empurrado para dentro da água, ele tenta tirar, mas não consegue, luta para se salvar, mas não adianta, pouco tempo depois, sua respiração para. Em seguida a água preta some.

...

No dia seguinte... no Motel.

– Parece que o Nessie aprontou de novo. – avisa Sam entrando no quarto e tirando o casaco.

– Como assim? – pergunta Jane ao mesmo tempo em que Dean olha Sam preocupado.

– Eu acabei de passar na casa dos Carlton. – avisa Sam se sentando ao lado de Jane na cama. – Tem uma ambulância lá. Will Carlton está morto.

– Afogado? – pergunta Dean.

– É. Na pia. – responde Sam. Jane se levanta assustada. – O que foi?

‘’ Eu vi isso acontecer.’’ Pensa ela. ‘’ O que está acontecendo comigo?’’

– Não é uma criatura então. – diz Jane acordando de seus pensamentos. – É outra coisa.

– Tipo o que? – pergunta Dean.

– Sei lá, mas sabemos que pode controlar a água. – responde Jane.

– Água que vem da mesma fonte... – começa Dean.

– O lago. Por isso não está sumindo com os corpos. – completa Sam. – O lago estará seco em alguns meses. O que quer que seja, está tentando ganhar tempo.

– E se atravessa os canos, consegue pegar qualquer um! – diz Jane. – Isso provavelmente vai acontecer de novo, e muito em breve.

– E sabemos de outra coisa. Sabemos que tem a ver com Bill Carlton. – diz Sam. - Eu andei perguntando. O pai de Lucas, Leo, era afilhado de Bill.

– Vamos fazer uma visita ao Sr. Carlton. – diz Jane. Em seguida eles saem do Motel e vão há a casa dos Carlton.

Os três o encontram na plataforma de madeira, na beira do lago.

– Gostaríamos de fazer algumas perguntas. – diz Sam a Bill que os vê se aproximando. – Somos do Depart...

– Eu não me importo de onde vocês são. – interrompe Bill. – Não vou responder a nenhuma pergunta hoje.

– O seu filho disse que viu algo nesse lago. – pergunta Jane ignorando-o. Bill não responde. – E você? Já viu alguma coisa nele?... O afogamento de Sophie, a morte de Will. Achamos que possa haver uma ligação a você ou a sua família.

– Meus filhos se foram. – começa Bill olhando para Jane. – É... É pior do que morrer. Vão embora, por favor.

– Vamos. – diz Dean e puxa Jane pelo braço. Eles se aproximam do carro. – O que vocês acham?

– Ele está escondendo alguma coisa. – responde Sam. Este olha para Jane que está olhando para a casa de Bill há um tempo.

– Talvez Bill não seja o único que saiba algo. – responde Jane a ele. Sam e Dean olham para a casa e percebem que é a que Lucas desenhou e entregou a eles.

Em seguida eles vão até a casa do menino.

– Eu não acho que seja uma boa idéia. – responde Vitória depois que Dean pergunta se eles podem falar com Lucas.

– Só preciso falar com ele por alguns minutos. – pede Dean.

– Ele não dirá nada. No que isso pode ajudar? – pergunta a moça.

– Vitória, achamos que mais pessoas possam se machucar. – avisa Jane a ela. – Algo está acontecendo no lago.

– Meu marido, os outros, eles apenas se afogaram. – diz Vitória.

– Então nós iremos embora. – diz Dean. – Mas se você achar que outra coisa pode estar acontecendo aqui, deixe-me falar com o seu filho.

Vitória pensa, mas lhes dá passagem, os deixando entrar. Os três vão até o quarto de Lucas que está desenhando no chão onde tem vários soldadinhos espalhados. Dean entra no quarto e se agacha ao lado dele.

– Ei, Lucas, lembra de mim? – pergunta Dean. Ele não responde. – Sabe, eu queria agradecer pelo desenho. Mas acontece que eu preciso da sua ajuda novamente.

Dean tira do bolso o desenho que Lucas lhe deu e mostra a ele.

– Você sabia como desenhar isso? – pergunta Dean. Lucas continua sem responder. – Sabia que algo de ruim estava acontecendo? Talvez você pudesse dizer sim ou não pra mim.

Nada.

– Você está com medo. Quando eu tinha mais ou menos a sua idade, eu vi algo ruim acontecendo com a minha mãe. – comenta Dean, Sam e Jane apenas o olham. – Eu estava assustado também. Eu ficava sem falar, como você. Mas a minha mãe gostaria que eu fosse corajoso. Eu penso nisso todos os dias. E eu faço o meu melhor para ser corajoso. E talvez o seu pai também quisesse que você fosse corajoso.

Lucas para de desenhar e olha para Dean, Vitória fica surpresa. Lucas pega um de seus desenhos e o entrega a Dean. É uma casa amarela, com uma igreja branca do lado. Do outro lado da casa amarela há uma cerca com uma bicicleta e um homem.

– Obrigado, Lucas. – diz Dean a ele. Em seguida os três saem da casa e entram no carro.

– Vitória disse que o filho nunca desenhou assim. – comenta Jane enquanto eles vão até o lugar do desenho de Lucas.

– Há casos em que ao passar por um momento traumático, pode deixar a pessoa mais sensível, a pessoa pode começar a ter premonições, sexto sentido... – explica Sam.

– O que quer que esteja lá, sabemos que Lucas está se comunicando de alguma forma. E é só questão de tempo até outro ataque. – diz Dean interrompendo Sam.

– Certo, temos outra casa para encontrar. – diz Jane.

– Devem haver mais de 2.000 casas nessa cidade. – reclama Dean.

– Com uma igreja do lado? – retruca Jane. Sam concorda e ri de Dean e sua esperteza.

– Cala a boca. – diz Dean a Sam. – Oh, universitário, você se acha tão esperto.

– O que você disse sobre a mamãe... – diz Sam depois de exitar um pouco. – Você nunca me contou aquilo.

– Não é nada de mais. – diz Dean. Sam lhe da um sorriso carinhoso, o irmão olha para ele. – Deus, você não vai me abraçar, vai?

Eles chegam ao local do desenho, vêem que estão no lugar certo e vão até a casa amarela, lá uma senhora os atende.

– Desculpe lhe incomodarmos, senhora, mas tem alguma chance deste garotinho ter vivido aqui? – pergunta Dean a ela. – Ele deveria usar um boné azul e ter uma bicicleta vermelha.

– Não senhor, não por muito tempo. – a senhora responde. – Peter deve ter partido há uns 35 anos, agora. A policia nunca... Eu nunca soube do que aconteceu. Ele apenas desapareceu. Perder ele...

Os três se olham.

– Ele deveria vir direto para casa depois da escola. – diz a senhora enquanto eles entram na casa. – Mas ele não apareceu.

Em um dos corredores da casa, Dean pega uma fotografia que está pendurada no espelho, são dois meninos, Dean vira a foto.

– Peter Sweeney e Bill Carlton. – lê Dean. – 1970.



No lago... Bill se encontra sozinho.

– Pegou tudo. Todos. Não sobrou nada. – diz Bill olhando para o lago. – Eu não entendo. Eu não acredito. Não, eu acho que acredito. Eu acho que finalmente sei o que você quer.

No carro de Dean...

– Certo, esse garoto Peter Sweeney, desapareceu e isso é tudo ligado a Bill Carlton de alguma forma. – comenta Sam.

– Era óbvio que Bill estava escondendo alguma coisa. – diz Jane.

– E matou as pessoas que ele amava para puni-lo. – continua Sam.

– Então Bill fez algo a Peter. – diz Dean.

– E se Bill o matou? – pergunta Jane. Dean e Sam a olham.

– Peter iria querer se vingar. – diz Dean a ela.

Os três vão até a casa de Bill novamente.

– Sr. Carlton? – grita Sam para ver se ele escuta. Dean vai atrás de Sam. De repente Jane olha para o lago.

– Ei!Olhem. – Jane chama Sam e Dean. Eles voltam correndo para junto dela. Bill está dentro de um barco se afastando para o centro do lago. Os três saem correndo até o lago. Vão até a plataforma de madeira.

– Sr. Carlton, volta aqui. – grita Jane.

– Volta! – gritam Sam e Dean.

Mas de repente uma enorme quantidade de água joga o barco para cima e ele se quebra, Bill é jogado no lago e não volta à superfície.

Na delegacia...

– Querido, qual o problema? – pergunta Vitória a Lucas que está inquieto na cadeira. Jane, Sam e Dean entram na delegacia rapidamente. - Eu não esperava vê-los por aqui.

Vitória levanta da cadeira, o policial, pai de Vitória recebe os três em sua sala.

– O que faz aqui? – pergunta o policial à sua filha.

– Eu trouxe o jantar. – Vitória responde.

– Desculpe querida, mas agora eu não tenho tempo. – diz o policial a ela. Em seguida tira sua jaqueta.

– Eu ouvi sobre Bill Carlton. É verdade? Há alguma coisa acontecendo no lago? – ela pergunta assustada a ele.

– A verdade é que a gente não sabe, mas eu acho que seria melhor se você e Lucas ficassem em casa. – avisa o policial. Jane vê que Lucas está inquieto e avisa Dean que também o olha. De repente Lucas levanta da cadeira e começa a puxar o braço de Dean, Vitória o segura.

– Lucas, ei, o que foi? – pergunta Dean. – Lucas, está tudo bem. Está tudo bem.

O menino solta o braço de Dean, Vitória o leva lá para fora. Dean, Jane e Sam o olham preocupados. O policial entra em sua sala, Sam o segue, Dean continua parado olhando por onde Lucas saiu com Vitória, Jane vai até ele e põe uma mão em seu ombro, Dean a olha.

– Vem. – ela diz, fazendo um gesto com a cabeça na direção da sala do policial. Eles entram.

– Vamos ver se eu entendi. – começa o policial. – Alguma coisa atacou o barco de Bill. Puxando Bill, que é um ótimo nadador, para dentro do lago e ele não voltou mais.

– É, mais ou menos isso. – diz Dean.

– E eu deveria acreditar nisso? – pergunta o policial. – O que vocês dizem é impossível, e vocês não são do Serviço de Animais Selvagens.

Sam, Dean e Jane se olham.

– Isso mesmo. Eu pesquisei. O Departamento nunca ouviu falar de vocês três. – diz o policial.

– Bom... A gente pode explicar isso. – começa Dean.

– Já chega, por favor. – pede o policial. – A única razão de estarem respirando em liberdade é por um vizinho do Bill me avisar sobre o barco antes de vocês. Então nós temos algumas opções. Eu os prendo por se fazerem passar por oficiais do governo e os deixo como testemunhas do desaparecimento de Bill Carlton, ou nós podemos transformar tudo isso em um péssimo dia, vocês entram no seu carro, colocam essa cidade no seu retrovisor e nunca mais ousam aparecer aqui.

– A segunda opção parece boa. – diz Sam. Dean concorda. Jane não responde nada, apenas olha desconfiada para o policial.

– Ótimo. – diz o policial.

Na casa de Vitória, tarde da noite, Lucas está em seu quarto desenhando no escuro. Vitória passa pelo quarto e vê seu filho.

– Querido, o que você está fazendo acordado? – ela pergunta ele. – Venha, vamos dormir.

No desenho de Lucas o que mostra é apenas um buraco negro.

Indo embora da cidade Dean para o carro mesmo o farol estando verde.

– Verde. O farol está verde. – avisa Sam. Dean recomeça a andar, mas vira para o outro lado. – Hum... O estado fica para outro lado.

– Ele sabe. – diz Jane para Sam. – Nós temos que voltar. Não podemos deixar esse caso passar. Aquele policial tem algo de errado com ele.

– Eu também achei. – diz Dean. De repente Jane vê imagens. Uma banheira, Vitória entrando nela e se afogando. As imagens param. Jane olha para frente fixamente.

– O que foi? – pergunta Dean percebendo.

– Vitória. – diz Jane sem olhá-lo. – Ela vai se afogar.

– Do que está falando? – pergunta Sam.

– Vitória. – ela repete. Dean acelera para a casa de Lucas.

...

Na casa de Vitória, esta vai até a banheira, tampa o ralo e liga a água.

...

– Mas, eu não entendo. – diz Sam. – Esse trabalho já acabou. Peter já levou todos que deveria levar.

– Não, nem todos. – diz Jane.

– Você também viu como Lucas estava assustado hoje na delegacia. Eu não vou sair daqui sem saber se o garoto vai ficar bem – diz Dean ao irmão.

– Quem é você e o que fez com o meu irmão? – pergunta Sam debochando de Dean.

– Cala a boca. – responde Dean.

...

Vitória põe a mão na água para ver se está boa, em seguida tira o roupão e entra na banheira, deita e relaxa. Põe seus pés de baixo da água que cai da torneira. De repente a água muda de cor, mas Vitória não vê, esta passa uma toalha úmida em seu rosto, algo a observa na banheira, toda a água da banheira fica preta. Vitória abre os olhos, vê a cor da banheira e se assusta, mas algo a puxa para baixo, ela grita. Tenta sair da banheira, mas não consegue. Lucas ouve os berros da mãe e bate na porta do banheiro com força. Os berros continuam. Vitória começa a se afogar.

– Vocês têm certeza sobre isso? – pergunta Sam para Dean e Jane na porta da casa de Vitória. – Parece tudo normal.

No mesmo instante que Dean toca a campainha, Lucas abre a porta assustado e corre para o andar de cima da casa, os três o seguem. Na escada uma grande quantidade de água cai. Dean chuta a porta do banheiro. Sam e Jane correm puxar Vitória para fora da banheira, usam muita força, não conseguem, continuam tentando. Jane pensa no que fazer.

– Eu tenho que tentar. – diz ela em voz alta.

– O que? – pergunta Sam sem entender.

– Eu preciso que você se afaste. – pede Jane a ele.

– Mas... – começa Sam.

– Sam! – pede ela. Em seguida ele se afasta sem entender ainda. Dean, Sam e Lucas apenas a olham apreensivos.

Jane se concentra. Põem as mãos na água, agarra o corpo de Vitória e a puxa. Em seguida ela tira a moça da banheira com facilidade. Jane pega uma toalha e a enrola em Vitória no chão. Esta cospe muita água da boca.

Sam e Dean olham tudo perplexos.

...

No dia seguinte...

Os três voltam à casa de Vitória.

– Como sabia que Vitória ia se afogar? – pergunta Dean à Jane na porta da casa. – E não adianta dizer que não sabe porque eu sei que sabe.

– Dean. – diz Sam nervoso a ele.

– Tudo bem. – diz Jane. – Eu vi que ia acontecer. Imagens vieram na minha cabeça. Eu pensei que não era nada antes, mas...

– Antes? – pergunta Sam.

– É, eu estava dormindo e eu vi Will Carlton se afogando. – continua Jane. – No dia seguinte quando o Sam entrou dizendo que o rapaz havia morrido eu fiquei assustada, não sabia que estava acontecendo comigo, mas agora eu sei.

– Você quer dizer que... Tem visões? – pergunta Dean.

– É. – afirma Jane. – E ontem por alguma razão eu senti que poderia arrancar Vitória da banheira sozinha. Por isso pedi ao Sam que se afastasse. Quando me dei conta ela já estava ao meu lado, cuspindo água. Eu simplesmente não sei o que está acontecendo comigo. Eu posso fazer coisas que nenhuma pessoa normal conseguiria.

Sam e Dean se olham.

Em seguida Jane toca a campainha da casa. Vitória atende e os manda entrar. Eles vão até a sala e se sentam em uma mesa.

– Você pode me dizer? – pergunta Vitória a Sam.

– Não. – ele responde. Dean procura por toda parte algo que os ajudem a desvendar o caso.

– Não faz sentido. – diz Vitória chorando. – Eu estou enlouquecendo.

– Não, não está. – diz Jane a ela. – Apenas nos diga o que aconteceu. Tudo.

– Eu ouvi... Eu achei que ouvi. – diz Vitória. – Tinha essa voz.

– O que ela dizia? – pergunta Sam a ela.

– Dizia... ‘’ venha brincar comigo. ’’. – responde Vitória e recomeça a chorar. – O que está acontecendo?

Dean acha um álbum de fotos, na capa diz ‘’ Jake, 12 anos. ‘’. Dean vê uma das fotos e volta correndo com ela para onde Sam, Jane e Vitória estão.

– Você reconhece as crianças nessa foto? – pergunta Dean colocando a foto na frente de Vitória.

– Não. Quero dizer... Exceto esse, que é o meu pai. Ele deve ter uns 12 anos nessa foto. – responde Vitória apontando um garoto.

– O afogamento de Leonardo Xavier não deve ter nada a ver com Bill Carlton e sim com o policial. – diz Dean.

– Talvez com Bill e o policial. Os dois estavam envolvidos com Peter. – diz Jane. Dean concorda com a cabeça e vira para Lucas que olha algo pela janela.

– O que tem Leo e o meu pai? Do que estão falando? – pergunta Vitória.

– Lucas? Lucas, o que foi? – pergunta Dean. O menino para de olhar pela janela e sai da casa. Dean, Jane, Sam e Vitória o seguem, eles entram na floresta. Lucas para bem em cima de uma grama macia, mas diferente e olha para baixo. Em seguida olha para Dean.

– Você e Lucas voltem para a casa e fiquem lá, está bem? – diz Dean a Vitória. Esta pega o filho e volta para casa. Os três olham para onde Lucas estava olhando no chão.

– Você acha que consegue puxar? – pergunta Dean à Jane. – Se você me intende.

– Dean, não a forçe. – diz Sam nervoso.

– Eu posso tentar. – diz Jane e olha de volta para o chão. Ela se agacha, encosta na grama e se concentra. Sam e Dean a olham fixamente. De repente as mãos de Jane afundam na grama, ela toca em algo e puxa.

– A bicicleta de Peter. – diz Sam.

– Quem são vocês? – pergunta alguém atrás deles. Eles se viram rapidamente. Jake aponta uma arma na direção deles.

– Abaixa essa arma, Jake. – pede Jane.

– Como vocês sabiam que isso estava aí? – pergunta Jake.

– O que aconteceu? Você e Bill mataram Peter? O afogaram no lago e enterraram a bicicleta? – pergunta Dean. – Você não pode enterrar a verdade, Jake. Nada fica enterrado.

Da casa, Vitória vê seu pai apontando uma arma para Dean, Jane e Sam, ela vai até Lucas.

– Vá para o seu quarto, querido. Agora. Tranque a porta e espere por mim. Não saia de lá! – ele pede a ele.

– Não sei do que diabos estão falando. – diz Jake a eles.

– Você e Bill mataram Peter Sweeney há 35 anos. – diz Jane.

– Pai! – grita Vitória correndo para junto dos outros.

– E agora temos um espírito puto da vida por aí. – diz Dean.

– Vai levar Vitória, Lucas e todas as pessoas que você ama. – continua Sam. – Vai afogá-las e vai levar os corpos para Deus sabe onde. Para você sentir a mesma dor que a mãe de Peter sentiu.

– E então, no final, vai te levar. E não vai parar até conseguir. – completa Jane.

–É? Como você sabe disso? – Jake pergunta a ela.

– Porque é exatamente o que fez com Bill Carlton. – Jane responde.

– Vocês... Vocês estão loucos! – grita Jake.

– Nós não damos a mínima para o que você acha de nós. – comenta Dean. – Mas antes de derrotarmos o espírito, precisamos achar o corpo dele e destruí-lo.

Vitória olha assustada para seu pai e em seguida para Dean.

– Diga que você enterrou Peter. Diga que não o jogou no lago. – pede Dean.

Lucas sai discretamente da casa e vai até o lago.

– Pai, isso é verdade? – pergunta Vitória.

– Não. Não ouça eles. São mentirosos e perigosos. – responde Jake.

– Alguma coisa tentou me afogar. Leo morreu naquele lago. Pai, olhe para mim! – pede Vitória.

Ele a olha.

– Diga que você não matou ninguém! – pede Vitória. Jake olha para os lados com receio. -Meu Deus!

– Billy e eu estávamos no lago. – ele começa a relatar. – Peter era o menor da turma. Nós sempre zuamos dele. Mas dessa vez... Ele ficou bravo. Nós colocamos a cabeça dele na água... Não queríamos, mas ele se afogou. Nós deixamos o corpo ir e afundar sozinho. Nós éramos crianças. Estávamos com tanto medo e foi um erro, mas isso não tem nada a ver com os afogamentos. – explica Jake. Vitória o olha enojada. – Por causa de um fantasma? Isso não é racional.

– Agora escutem vocês dois. Nós temos que tirar vocês de perto desse lago o mais longe que pudermos, agora mesmo. – diz Dean. Vitória olha para o lago, Lucas está na beira dele.

– Lucas! – berra Jake e corre até o neto. Lucas tenta pegar algo que deixou cair dentro do lago, mas não consegue. Todos correm de encontro ao menino. De repente um braço o puxa para dentro do lago. Jake vê a cabeça do fantasma na água e reconhece Peter Sweeney. O policial abre a boca de espanto. O fantasma mergulha novamente. Jane corre o mais rápido que pode e ultrapassa todos. Em seguida, sem pensar, ela pula dentro do lago.

– Jane!Não! – gritam Sam e Dean se aproximando da beira, mas uma barreira no ar não os deixa tocar no lago. Um longo tempo se passa e eles não vêem nem Jane nem Lucas voltarem à superfície. Sam, Dean e Vitória ficam preocupados.

– Lucas! Cadê você? – grita Jake apreensivo. – Por favor, me leva no lugar dele. Deixe-me acabar com isso.

– Jane! – grita Sam a vendo voltar a superfície, mas ela mergulha de novo. Vitória se desespera e começa a gritar, depois de um bom tempo, quando Sam e Dean perdem as esperanças, Jane sobe a superfície com Lucas nos braços. Sam e Dean dão um grande sorriso em sua direção e ela sai do lago com o menino. A barreira se desfaz. Em seguida, silenciosamente Jake entra no lago.

– Você pode me levar agora. – pede ele à Peter.

– Pai! – grita Vitória e começa a correr na direção dele, mas Jane se coloca em sua frente e a segura. Em seguida Jake é puxado para baixo e não volta. Vitória abraça Jane e começa a chorar.

– Sinto muito, mas era preciso. – diz Jane.

...

Um tempo depois...

Dean vai em direção ao seu carro, Sam o segue.

– Olha, a gente não vai salvar todo o mundo. – diz Sam ao irmão.

– Eu sei. – responde Dean nervoso. Olham para o lado e vêem Jane se aproximar. - Como você está? – pergunta Dean.

– Seca. – Jane responde com um sorriso.

– Ficamos preocupados. – diz Sam a ela. – Porque não nos deixou ajudar no lago?

– Não sei. – ela mente. – Instinto.

– Sam!Dean!Jane! – grita Lucas se aproximando com Vitória.

– Ei! – diz Dean.

– Ainda bem que achamos vocês. Nós fizemos um lanche para a estrada – diz Vitória. – Lucas insistiu em fazer sozinho.

– Eu posso dar para eles agora? – pergunta Lucas. Vitória da um beijo em sua cabeça confirmando. Lucas entrega o lanche a Dean.

– Venha, Lucas, vamos botar isso no carro. – diz Dean chamando o menino com ele.

– Como está indo? – pergunta Sam a Vitória.

– Vai demorar um pouco para superar tudo, sabe? – diz ela.

– Nós sentimos muito. – diz Jane a ela. Vitória se vira para Jane e lhe da um enorme sorriso.

– Você salvou a vida do meu filho, Jane! Eu não posso pedir mais que isso. – ela diz. – Papai me amava e amava Lucas. Não importa o que ele fez, eu só tenho que agüentar firme.

Dean deixa o lanche no banco de trás e senta no banco do motorista com a porta aberta, Lucas se põe a sua frente.

– Certo, se você está falando agora, é muito importante para nós. Eu quero que você repita para mim mais uma vez. – diz Dean a Lucas.

– Led Zeppelin comanda! – diz Lucas.

– É isso aí. Bate aqui. – diz Dean levantando a mão, Lucas bate na mão dele. O menino da um sorriso. – Cuide da sua mãe, beleza?

Lucas afirma com a cabeça.

Sam, Vitória e Jane se aproximam dos dois. Dean levanta do carro, Vitória de repente lhe da um beijo na boca.

– Obrigada. – ela diz a ele. Sam e Jane dão um sorriso para eles. Encabulado, Dean coça a cabeça e entra no carro.

– Mexa seu traseiro, Sam e você também Jane. Quero pegar a estrada ainda de dia. – Dean diz vermelho. Sam e Jane dão tchau para Vitória e Lucas, em seguida entram no carro, se despedem mais uma vez com um aceno de cabeça e partem em busca de um novo caso.

Fim do episódio Supernatural S01E03 Morte na Água